17 de Abril de 2026

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Qualidade de Vida - 11/01/2026

Creatina pode ajudar no tratamento da depressão? O que a ciência já sabe

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Foto: Reprodução/Google

Seu uso seria apenas como coadjuvante, somando-se a abordagens que já demonstraram benefício clínico. Outro ponto importante é o tempo de resposta: nos estudos analisados, os efeitos não foram imediatos, variando entre duas e oito semanas.

Conhecida principalmente por seu uso no universo esportivo, a creatina começa a despertar o interesse da comunidade científica por um motivo que vai além do ganho de massa muscular: seu possível papel como coadjuvante no tratamento da depressão. Estudos recentes apontam resultados promissores, mas especialistas alertam que ainda é cedo para conclusões definitivas.

 

Pesquisadores têm investigado como a creatina pode atuar no cérebro em contextos de grande exigência metabólica, como estresse crônico, processos inflamatórios, privação de sono e episódios depressivos. De acordo com especialistas ouvidos pelo portal Metrópoles, há indícios de que o suplemento possa contribuir para a melhora de sintomas depressivos, especialmente quando associado a tratamentos já consagrados, como antidepressivos e psicoterapia.

 

Apesar do otimismo cauteloso, o consenso entre neurologistas e psiquiatras é claro: as evidências ainda são iniciais, os estudos são pequenos e os resultados, heterogêneos. A neurologista Thaís Augusta Martins ressalta que, até o momento, o nível de evidência científica é considerado baixo para indicar a creatina como tratamento específico para depressão. No entanto, pesquisas mais robustas e aprofundadas podem ajudar a esclarecer esse potencial terapêutico no futuro.

 

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Segundo a coordenadora de neurologia do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, caso venha a ser utilizada, a creatina não substituiria tratamentos consagrados. Seu uso seria apenas como coadjuvante, somando-se a abordagens que já demonstraram benefício clínico. Outro ponto importante é o tempo de resposta: nos estudos analisados, os efeitos não foram imediatos, variando entre duas e oito semanas.

 

A creatina é um composto formado por aminoácidos e produzido naturalmente pelo organismo, principalmente no fígado, rins e pâncreas. Sua principal função é auxiliar na reposição rápida de energia celular por meio da produção de trifosfato de adenosina (ATP), a molécula energética fundamental para o funcionamento das células. Por isso, o suplemento é amplamente utilizado por atletas e praticantes de atividades físicas de alta intensidade.

 

No contexto da saúde mental, o mecanismo de ação seguiria lógica semelhante. Situações de depressão impõem alta demanda energética ao cérebro. A hipótese levantada por pesquisadores é que a creatina atuaria como uma espécie de “bateria de emergência”, ajudando a sustentar o metabolismo cerebral em momentos de sobrecarga fisiológica e emocional.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Especialistas reforçam que, apesar do interesse crescente, a creatina não deve ser utilizada como tratamento isolado para depressão e muito menos sem orientação médica. O tema ainda está em investigação e exige estudos clínicos maiores, randomizados e controlados para garantir segurança e eficácia. Enquanto isso, a ciência segue avançando na busca por abordagens complementares que possam ampliar as opções terapêuticas para um transtorno que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

 

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Fontes:
Organização Mundial da Saúde (OMS)
https://www.who.int
Sociedade Brasileira de Psiquiatria (SBP)
https://www.sbp.org.br
 

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