O grupo de árbitras reúne profissionais dos Estados Unidos, México e Nicarágua
A contagem regressiva já começou! Em poucos dias, 48 seleções entram em campo nos Estados Unidos, Canadá e México para disputar a Copa do Mundo 2026 — e, pela segunda vez na história, mulheres estarão em campo com o apito na mão.
Seis profissionais integram a equipe de arbitragem do torneio, repetindo o número da edição passada, no Catar, que marcou um momento histórico: pela primeira vez em 92 anos de Copa do Mundo masculina, mulheres comandaram partidas. Em 2026, elas seguem quebrando barreiras: Tori Penso e Katia Garcia como árbitras centrais, Sandra Ramírez, Kathryn Nesbitt e Brooke Mayo como assistentes e Tatiana Guzmán como oficial de VAR.
Chegar até a Copa não foi fácil. A FIFA passou mais de três anos avaliando árbitros do mundo inteiro antes de fechar a lista final — e essas seis mulheres passaram por cada etapa do processo. Elas representam apenas 4% de toda a equipe, o que deixa claro que ainda há muito a evoluir. Mesmo assim, a caminhada está acontecendo e a cada edição, o futebol vai se tornando um espaço um pouco mais plural. Conheça a trajetória de cada uma delas.
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Katia Itzel García
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Aos 34 anos, Katia Itzel se consolidou como um dos principais nomes da nova geração da arbitragem internacional. A mexicana ganhou projeção em 2024 ao se tornar a primeira mulher em mais de duas décadas a comandar uma partida da Liga MX masculina (campeonato mexicano), marco que reforçou uma trajetória construída com consistência dentro e fora dos gramados.
Árbitra FIFA desde 2019, ela soma no currículo participações na Copa do Mundo Feminina de 2023 e nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. O reconhecimento também veio por meio de rankings internacionais: Katia foi apontada pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS) como a sexta melhor árbitra do mundo em 2024 e 2025 e ainda foi reconhecida como a principal árbitra da Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf). Sua carreira ganhou mais um capítulo histórico quando ela assumiu o apito em uma partida da Copa Ouro masculina, um feito inédito para uma mulher mexicana.
Tori Penso
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A história da norte-americana com a arbitragem começou quase por acaso. Aos 14 anos, incentivada pela mãe a encontrar uma forma de ganhar o próprio dinheiro, ela passou a apitar partidas em ligas locais da Flórida, nos Estados Unidos, seguindo os passos dos irmãos, que também atuavam nos gramados. Durante a universidade, enquanto estudava marketing e jogava futebol, Tori participou de programas de formação para árbitros e descobriu que havia encontrado muito mais do que uma atividade extra. Foi então que trocou a carreira em uma agência de publicidade pelo apito e contou com o apoio do marido, Chris Penso, também árbitro e integrante do quadro de árbitros de vídeo da FIFA.
A aposta deu resultado. Tori construiu uma trajetória marcada por pioneirismos e competições de alto nível. Em 2020, tornou-se a primeira mulher em mais de duas décadas a arbitrar uma partida da MLS, principal liga de futebol dos Estados Unidos. No ano seguinte, voltou a fazer história ao comandar um jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo masculina e liderar a primeira equipe de arbitragem totalmente feminina em uma competição masculina da Concacaf. No currículo, soma ainda participações na Copa do Mundo Feminina Sub-20, na Costa Rica, e na Copa do Mundo Feminina de 2023.
Sandra Ramírez
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Natural de Jalisco, no México, Sandra Ramírez, de 37 anos, soma mais de 15 anos de trajetória na arbitragem profissional. Antes apitar, dedicou-se ao atletismo e ao futebol universitário, experiências que ajudaram a construir a disciplina e a leitura de jogo que hoje fazem parte de sua marca registrada. A carreira na arbitragem começou oficialmente em 2010 e, ao longo dos anos, ela passou por diferentes competições do futebol mexicano, incluindo a Liga Premier, a Liga TDP, torneios de base e partidas das ligas masculina e feminina do país.
O salto para competições de maior visibilidade veio em 2019, quando estreou na Ascenso MX, a segunda divisão do futebol mexicano. No mesmo ano, recebeu o distintivo FIFA, reconhecimento que abriu portas para desafios internacionais. Desde então, Sandra integrou o quadro de arbitragem da Copa do Mundo Feminina Sub-20 de 2022, disputada na Costa Rica, e acumulou participações em decisões importantes das categorias Sub-13 e Sub-17 da Liga MX Feminina, além de finais da Liga Premier.
Kathryn Nesbitt
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A trajetória de Kathryn Nesbitt foge do roteiro tradicional do futebol. Antes de se tornar um dos nomes mais respeitados da arbitragem internacional, a norte-americana dividia a rotina entre os gramados e os laboratórios. Formada em Química e com doutorado na área, ela passou cerca de uma década dedicada à pesquisa científica, enquanto construía paralelamente sua carreira como árbitra assistente. O primeiro contato com o apito surgiu ainda na adolescência, como um trabalho de verão, mas a paixão pelo futebol acabou crescendo junto com a vida acadêmica.
A virada veio ao longo da década de 2010, quando passou a atuar em competições profissionais e ganhou espaço na arbitragem dos Estados Unidos. Em 2020, entrou para a história ao se tornar a primeira mulher a trabalhar em uma final de liga profissional masculina na América do Norte, durante a decisão da MLS Cup entre Columbus Crew e Seattle Sounders. No mesmo ano, foi eleita árbitra assistente da temporada. Participou de grandes torneios internacionais, incluindo a Copa do Mundo Feminina de 2019 e a Copa do Catar de 2022.
Brooke Mayo
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Brooke Mayo descobriu que havia sido selecionada para a Copa do Mundo de 2026 de um jeito bem simbólico: ainda na cama, com o telefone tocando sem parar. Do outro lado da linha estavam duas colegas de arbitragem e também selecionadas para o Mundial, Tori Penso e Kathryn Nesbitt, responsáveis por dar a notícia que marcou mais um passo importante na trajetória da norte-americana.
Ex-jogadora universitária e formada pela Tennessee Tech em 2011, Brooke migrou para a arbitragem e construiu um currículo sólido no cenário internacional. Já esteve na Copa do Mundo Feminina de 2023, nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e no Mundial de Clubes de 2025, além de ter sido eleita Árbitra Feminina do Ano nos Estados Unidos em 2025. Fora dos gramados, conciliou a carreira com a educação, atuando como professora e treinadora por uma década, e hoje também dedica parte do tempo à formação de novos árbitros, reforçando sua relação com o futebol dentro e fora de campo.
Tatiana Guzmán
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Fotos: Reprodução
Um jogo de futebol internacional em 2010 mudou completamente o rumo da vida de Tatiana Guzmán. Ao ver uma árbitra em ação na Nicarágua, ela decidiu que queria seguir o mesmo caminho e conhecer o mundo através da arbitragem. A partir dali, deixou de ser apenas uma apaixonada por futebol para se tornar uma das principais referências do apito no país. Foi a primeira mulher a arbitrar uma partida da primeira divisão masculina no país e também a primeira nicaraguense a comandar a final do Torneio Classificatório Feminino Olímpico da Concacaf. Além disso, entrou para a história ao se tornar a primeira árbitra do país selecionada para uma Copa do Mundo.
Fonte: com informações da Revista Glamour
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