Questionado durante coletiva de imprensa em Barcelona, o presidente afirmou ter "muitas preocupações no Brasil" para se ocupar com a discussão sobre um novo pleito no país vizinho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira, 17/4, que convocar ou não novas eleições na Venezuela é um problema da presidente do país, Delcy Rodríguez, e do povo venezuelano. Lula foi questionado sobre o tema durante coletiva de imprensa em Barcelona, ao lado do presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez. Ele defendeu ainda que o país sul-americano possa se livrar da “tutela” de outras nações. Atualmente, a Venezuela está sob intervenção dos Estados Unidos.
“A Venezuela é um destino dos venezuelanos. O que nós temos que respeitar é a decisão de que a Venezuela cuide do seu destino. A presidente Delcy está no poder legitimamente, porque à medida que o presidente caiu, ela era vice-presidente, ela assumiu”, respondeu Lula. Delcy assumiu após a operação americana que prendeu o ditador Nicolás Maduro e o levou para ser julgado nos Estados Unidos.
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Foto: Reprodução/Google
Atualmente, há uma pressão para que o governo venezuelano convoque novas eleições. Na quinta-feira (16), sindicalistas realizaram uma manifestação em frente à Embaixada dos Estados Unidos pedindo a realização do pleito. Ainda não há previsão para que isso aconteça.“Se ela (Delcy) quer ou não convocar eleição é um problema dela, do partido dela e do povo da Venezuela. Eu já tenho muitas preocupações no Brasil para me preocupar com a Venezuela. O que eu quero é que a Venezuela fique bem, volte a ser um país feliz, sem tutela de ninguém”, desviou Lula.
Em 2024, Lula defendeu a realização de eleições livres pelo governo Maduro, e mediou a assinatura de um acordo no qual o ditador se comprometeu a permitir a livre concorrência da oposição. Maduro, porém, descumpriu o acordo, e as eleições foram consideradas irregulares por parte da comunidade internacional, inclusive pelo Brasil, diante da falta de transparência e da não divulgação completa das atas eleitorais.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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