22 de Abril de 2026

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Política - 27/12/2022

Contra sigilos de Bolsonaro, Lula impõe segredo sobre documentos

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Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

Equipe de transição de governo não divulgou detalhes de seu relatório final.

Crítico do presidente Jair Bolsonaro (PL), que impôs sigilo sobre documentos oficiais, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou-se da mesma prática. Na quinta-feira 22, a equipe de transição de governo divulgou o relatório final da situação que encontrará ao chegar ao Palácio do Planalto. Contudo, os petistas decidiram impor sigilo à maior parte do material.

 

Durante sete semanas, os integrantes dos 32 grupos de trabalho participaram de diversas reuniões, coletaram documentos e se disseram escandalizados com a situação do país. Em entrevistas, afirmaram que detalhariam os supostos problemas ao público. Mas os documentos com esses detalhes não serão divulgados pelos petistas.

 

Segundo o jornal O Globo, um dos integrantes do grupo de transição disse que o clima interno era de “desconfiança”. “Inclusive, sentimos certo assédio moral”, salientou. “Diante do sigilo descabido de questões de interesse público, a sensação é que trabalhávamos para Aloizio Mercadante brilhar.”

 

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O periódico informa que a regra foi estabelecida pelo próprio Mercadante, indicado por Lula para presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Só os ministros poderão conhecer todo o conteúdo dos relatórios de sua área. Os membros da equipe tiveram de assinar um termo de integridade, comprometendo-se a não vazar nenhum detalhe do que se discutia internamente.

 

Fotos: Reprodução

 

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Os petistas tornaram público apenas um resumo do diagnóstico dos grupos de trabalho. “O relatório da turma da transição avisa que o PT segue algemado a fórmulas grisalhas — e insiste em percorrer caminhos que apressam a chegada ao penhasco”, escrevem Augusto Nunes e Branca Nunes, em artigo publicado na Edição 144 da Revista Oeste. “Cinco páginas do documento tentam justificar o estupro do teto de gastos. Outras seis são consumidas no esforço para demonstrar que tudo vai melhorar se os 23 ministérios virarem 37. Um latifúndio de 46 páginas detalha a ‘herança perversa’ debitada na conta de Bolsonaro.”

 

Fonte: Com informações da Revista Oeste 

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