17 de Maio de 2026

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Saúde - 17/05/2026

Consumo regular de ovos reduz em até 27% o risco de Alzheimer

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Foto: Pexels

Pesquisa da Universidade de Loma Linda indica que o consumo de pelo menos cinco ovos por semana está associado a uma proteção significativa contra doenças neurodegenerativas em adultos acima de 65 anos

Por décadas, o ovo foi injustamente vilão das dietas sob a acusação de elevar o colesterol. No entanto, a ciência de 2026 continua a reabilitar este alimento, elevando-o agora ao status de protetor cerebral. Um estudo abrangente conduzido por pesquisadores da Loma Linda University Health, publicado no Journal of Nutrition, revela uma conexão direta e otimista: o consumo regular de ovos pode reduzir drasticamente o risco de desenvolver a Doença de Alzheimer em adultos com mais de 65 anos.

 

A pesquisa acompanhou uma coorte de aproximadamente 40 mil participantes do Adventist Health Study-2 por mais de uma década e meia. Os resultados são contundentes: aqueles que consumiam pelo menos um ovo por dia, durante cinco ou mais dias por semana, apresentaram um risco 27% menor de serem diagnosticados com a doença. Mesmo para aqueles que não mantêm uma frequência tão alta, o benefício ainda é visível. Consumir ovos de duas a quatro vezes por semana foi associado a uma redução de 20% no risco, enquanto o consumo esporádico (uma a três vezes por mês) ainda garantiu uma proteção de 17%.

 

O segredo dessa proteção reside na densidade nutricional do ovo, especificamente em compostos que o cérebro utiliza para manter a comunicação entre os neurônios. O Dr. Joan Sabaté, investigador principal do estudo, destaca a colina como um dos pilares desse benefício. O corpo utiliza a colina para produzir acetilcolina e fosfatidilcolina, substâncias essenciais para a formação da memória e para a sinalização celular.

 

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Além da colina, as gemas são fontes ricas de carotenoides como a luteína e a zeaxantina. Estes compostos acumulam-se no tecido cerebral e atuam como potentes antioxidantes, combatendo o estresse oxidativo que é um dos gatilhos para o declínio cognitivo. “O ovo também fornece ácidos graxos ômega-3 e fosfolipídios, que representam quase 30% do total de lipídios do ovo, desempenhando um papel crucial no funcionamento dos receptores de neurotransmissores”, explica Sabaté.

 

Um diferencial importante deste estudo foi a forma como o consumo foi rastreado. Os pesquisadores não consideraram apenas o ovo “in natura” (mexido, cozido ou frito), mas também as fontes indiretas presentes em alimentos processados e assados. O acompanhamento de longo prazo, com média de 15,3 anos, permitiu que os cientistas cruzassem os dados de ingestão com diagnósticos médicos reais registrados pelo Medicare, conferindo uma robustez estatística rara em estudos nutricionais.

 

Fotos: Pexels

 

Apesar do entusiasmo com os resultados, a equipe de pesquisa, liderada pela Dra. Jisoo Oh, enfatiza que o ovo não deve ser visto como uma “pílula mágica” isolada. O estudo foi realizado em uma comunidade (Adventistas do Sétimo Dia) que, em geral, já mantém hábitos alimentares mais saudáveis que a média da população. Portanto, a recomendação é que o consumo de ovos seja integrado a um padrão alimentar equilibrado, rico em vegetais e pobre em ultraprocessados.

 

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A descoberta reforça que a prevenção do Alzheimer passa diretamente pelo que colocamos no prato. Em um mundo onde a população idosa cresce aceleradamente, saber que um alimento acessível e popular pode ser uma das chaves para preservar a dignidade e a consciência na terceira idade é, sem dúvida, uma excelente notícia para a saúde pública.

 

Fonte: com informações da Revista IstoÉ  

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