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Empreendedorismo - 11/06/2023

Consultora financeira dá dicas para casais no Dia dos Namorados

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Foto: Divulgação

Dia de São Valentim, 12 de junho, traz a tona o motivo de muitos divórcios, as finanças.

A falta de organização financeira está entre as principais causas de discussões entre casais. No Brasil 57% dos divórcios realizados na última década foram motivados por problemas financeiros. O dado foi levantado pelo IBGE em 2018, mas outros levantamentos mais recentes apontam para a mesma direção.

 

Um estudo realizado pelo Serviços de Proteção ao Crédito (SPC), em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostrou que 46% dos casais brasileiros brigam por causa de dinheiro.

 

Segundo a Consultora Financeira especializada em Finanças Pessoais, Raquel Benatti, infelizmente, os dados confirmam a causa de separação. “Tem um ditado que me vem à mente quando falo nesse assunto, 'quando a dívida entra pela porta, o amor sai pela janela’. Para algumas pessoas o dinheiro é motivo de divórcio, porque um dos parceiros visa a segurança financeira mais que o outro”, a especialista reflete.

 

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Com o Dia dos Namorados chegando, Raquel responde alguns questionamentos que surgem em suas consultorias com casais. Confira:

1 - Quais são os principais desafios financeiros que os casais costumam enfrentar e como podem superá-los?

 

Raquel Benatti. (Foto: Divulgação)

 

A consultora orienta que, para superar esses desafios, é importante estabelecer uma comunicação aberta e regular sobre dinheiro, criar um plano financeiro conjunto, buscar orientação profissional quando necessário e desenvolver habilidades de negociação para encontrar soluções que atendam às necessidades e metas de ambos os parceiros.

 

2 - Como os casais podem estabelecer metas financeiras em conjunto e garantir que estejam alinhados em relação aos seus objetivos financeiros?

 

 

Estatísticas mostram que a definição de metas financeiras em conjunto é crucial para o sucesso financeiro e a estabilidade do relacionamento. Segundo uma pesquisa do American Psychological Association, casais que compartilham metas financeiras têm maior probabilidade de relatar satisfação com o relacionamento. “Para garantir alinhamento, é importante discutir e estabelecer metas específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e com prazo definido (metas SMART). Também é essencial revisar e ajustar essas metas regularmente para acompanhar mudanças nas circunstâncias financeiras e pessoais”, aconselha Raquel.

 

3 - Quais estratégias podem ser adotadas para evitar conflitos e tomar decisões financeiras de forma colaborativa dentro do relacionamento?

 

 

“Para evitar conflitos e tomar decisões colaborativas, é importante estabelecer um ambiente de comunicação aberta, praticar a escuta ativa, buscar compromisso, dividir responsabilidades financeiras equitativamente e considerar a consulta a um consultor financeiro para mediar questões complexas”, instrui a especialista.

 

4 - Além do compartilhamento de contas bancárias, quais são as práticas recomendadas para garantir uma gestão financeira saudável e equilibrada para casais?

 

Fotos: Reprodução

 

Raquel diz que, quando os dois parceiros possuem renda, o primeiro passo para pensar em uma divisão justa seria descobrir a renda conjunta e o percentual que cada um gera. Um exemplo: uma das pessoas recebe R$ 3.000 por mês enquanto a outra recebe R$ 7.000. Neste caso, a renda conjunta do casal é de R$ 10.000 mensais. Como as duas pessoas contribuem de formas diferentes, aquela com o salário maior é responsável por 70% da renda enquanto a outra é responsável por 30%. “Neste caso, a divisão de despesa mais justa seria de forma proporcional à renda”, afirma a consultora financeira.

 

Ainda neste exemplo, ela sugere que se a despesa total mensal for de R$ 7.000, quem ganha R$ 3.000 deveria contribuir com R$ 2.100 (30%) e quem ganha R$ 7.000, contribuiria R$ 4.900 (70%). Forma mais simples, porém não existe regra, é somar rendas, entender contas fixas e variáveis do casal e determinar quanto irão investir todo mês sem esperar sobras.

 
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Além do compartilhamento de contas bancárias, a consultora recomenda estabelecer um orçamento familiar, criar uma reserva de emergência, evitar dívidas excessivas, planejar e discutir grandes despesas com antecedência, e buscar aconselhamento financeiro quando necessário. Manter a transparência, confiança e colaboração na tomada de decisões financeiras também é essencial para a saúde financeira do casal.

 

Afinal, nada melhor do que comemorar o Dia de São Valentim com seu parceiro, e ter segurança financeira pode potencializar muito essa experiência, com passeios românticos, jantares à luz de velas, viagens surpresa ou presentes atenciosos, sem quaisquer preocupações ou restrições.

 

Fonte: com informações da Raquel Benatti Especialista em Finanças Pessoais da W1 Consultoria Financeira 

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