06 de Maio de 2026

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Comportamento - 05/11/2024

Conheça os riscos do uso excessivo de telas para crianças

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Foto: Reprodução/Google

Estudos apontam que o tempo excessivo em frente às telas pode prejudicar tanto o desenvolvimento físico quanto o neurológico

O uso crescente de aparelhos digitais entre crianças e adolescentes tem levantado preocupações quanto aos impactos no desenvolvimento dos jovens. Estudos apontam que o tempo excessivo em frente às telas pode prejudicar tanto o desenvolvimento físico quanto o neurológico.

 

Um estudo publicado no British Journal of Ophthalmology apontou que, no mundo, mais de um terço das crianças e adolescentes tem miopia, e prevê 740 milhões de novos casos até 2050. Já a Organização Mundial de Saúde ( OMS ) estima que nesse período mais da metade da população mundial será afetada pelo problema.O estudo também destaca que fatores como a maior exposição às telas e menos tempo em contato com a luz natural podem ter impacto na patologia.

 

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Desenvolvimento cerebral

 

 

De acordo com o neurocirurgião pediátrico Alexandre Canheu, áreas importantes do cérebro da criança são afetadas com o uso das telas de maneira descontrolada. “A exposição precoce às telas, sem controle adequado, pode afetar funções específicas importantes, como a atenção, a memória e o aprendizado”, explica Canheu.

 

Ele também afirma que o cérebro em desenvolvimento é mais suscetível às consequências da superexposição às telas, incluindo a regulação emocional e o comportamento social. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, as crianças não devem ser expostas às telas pelo menos até completar 2 anos de idade. Já para aqueles entre 2 e 5 anos, o tempo diário recomendado é de, no máximo, uma hora.

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também estipula limites para crianças maiores, com orientações de até duas horas diárias para crianças de 6 a 10 anos e três horas para adolescentes a partir dos 11 anos.

 

Uso excessivo de dispositivos

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Um estudo recente realizado pelo Ministério da Saúde e pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, que faz parte do projeto Primeira Infância Para Adultos Saudáveis (PIPA), revelou que um terço das crianças brasileiras de até 5 anos ultrapassa o tempo recomendado em frente às telas, que podem causar consequências a longo prazo.Segundo Canheu, o uso excessivo de aparelhos eletrônicos está diretamente ligado à liberação de dopamina no cérebro. “A dopamina é o neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e motivação, mas, quando liberada em excesso, pode levar à dependência. Isso faz com que as crianças sintam necessidade de mais estímulos para alcançar a mesma sensação de satisfação”, esclarece.

 

Pode contribuir com o desenvolvimento de miopia

 

A miopia é um erro de refração que consiste na incapacidade de enxergar objetos distantes nitidamente. O globo ocular do míope tem um formato mais longo e pontudo e até uma curvatura maior da córnea do que o comum.De acordo com o oftalmologista Fernando Naves, do hospital Santa Casa de Mauá, a maior parte dos casos de miopia é diagnosticada entre 6 e 12 anos de uma criança. Para ele, é importante iniciar o tratamento cedo, e que os pais fiquem atentos aos sinais

 
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“A miopia também pode ser identificada em bebês e, quanto antes o tratamento for iniciado, melhores serão os resultados e evitará a progressão da doença. Por essa razão, as consultas oftalmológicas desde a infância são tão importantes”, recomenda o especialista. 

 

Fonte: com informações Portal iG

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