Ou seja, a não binariedade foge do convencional, criado pela nossa sociedade, e por esse motivo, causa hesitação.
Definir-se como um homem masculino ou mulher feminina é um tanto difícil para algumas pessoas. Quem não se identifica nesses rótulos é chamado de não binário.
O termo ainda é confuso para alguns, por isso, convidamos a Psicanalista e Terapeuta Emocional Camila Custódio, para falar sobre esse assunto.
O que é não binário
Segundo Camila, “o não binário é aquela pessoa que não se identifica com nenhum dos dois gêneros que tradicionalmente foram associados aos dois sexos: o de masculino para os homens e feminino para mulheres”. Ou seja, a não binariedade foge do convencional, criado pela nossa sociedade, e por esse motivo, causa hesitação.
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Tipos de não binariedade
Conforme a psicanalista convidada, existem vários tipos de associação que podemos fazer. Para ela, “os não binários se identificam com identidades de gênero que vão além desses conceitos”, por exemplo:
Agênero: “esse tipo se caracteriza como a ausência total de gênero”;
Andrógine: “já essa classificação é uma mescla de feminino com masculino”;
Neutrois: “identidade de gênero neutra, porém com vários significados. Ou seja, esse gênero não é nem feminino, nem masculino, mas possui características dos dois”;
Bigênero: “aqui a identidade de gênero é dupla ou ambígua. Sendo assim, a pessoa possui os dois gêneros”;
Poligênero: “como o próprio nome diz, essa identidade de gênero é plural ou múltipla, ou seja, há uma mistura”;
Gênero-fluido: “quando a identidade de gênero é fluida. Ele pode mudar e ser capaz de transitar nos dois gêneros”.
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Fotos: Reprodução/Google
“Para facilitar a compreensão é preciso entender que identidade de gênero se diferencia da sexualidade. A identidade propriamente dita é a maneira com a qual o indivíduo se apresenta à sociedade excluindo o fator relacionamento e incluindo o fator gênero. A sexualidade diz respeito ao gosto do indivíduo no quesito atração física, romântica e sexual”, completa Camila.Linguagem não binária
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Camilo nos conta que “para promover a inclusão dos diversos gêneros sexuais e sociais, a comunidade desenvolveu a Linguagem Não Binária ou Neutra, que enfrenta os paradigmas sociais de gênero e o comportamento ligados a ele. “É muito importante salientar que a Linguagem Não Binária não serve apenas para os membros da Comunidade LGBTQI+ e seus simpatizantes, mas para todos os integrantes da sociedade”, complementou a terapeuta.
Como se referir a uma pessoa não binária
Segundo Camila, “a questão do gênero é uma construção social mas também uma imposição”. Então, antes de chamar uma pessoa não binária de “ele” ou “ela”, é muito importante saber o pronome pelo qual a pessoa se identifica. Por isso, algumas pessoas já vem inserindo em seus perfis nas redes sociais a denominação ele/dele ou ela/dela para reduzir as confusões.
Fonte: com informações do Portal M de Mulher
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