17 de Maio de 2026

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Direitos da Mulher - 29/02/2024

Conheça as ações do Magalu para combater a violência contra a mulher

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Foto: Reprodução

Empresa se voltou ao tema após uma de suas funcionárias ter sido vítima de feminicídio

Segundo a última pesquisa “Violência contra meninas e mulheres”, realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública no primeiro semestre de 2023, só nos primeiros 6 meses do último ano, 722 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil, um crescimento de 2,6%, na comparação ao mesmo período do ano anterior.

 

Esse índice desolador mostra apenas uma parte do drama enfrentado por tantas brasileiras vítimas de violências não apenas físicas, mas também sexuais, morais, psicológicas e patrimoniais.

 

É preciso agir, urgentemente, para mudar esse cenário. Mas, diante de um quadro tão grave, por onde começar? Como fazer a diferença?

 

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Foi para enfrentar esses dilemas que, em 2017, a presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, criou o Canal da Mulher. “Em junho daquele ano a empresa vivenciara um caso de feminicídio, quando uma gerente de loja foi assassinada por seu parceiro, e a empresária sentiu a necessidade de atuar para evitar que suas colaboradoras fossem vítimas de qualquer tipo de violência.

 

Um mês depois do crime, a empresa lançava o Canal da Mulher, uma plataforma de comunicação interna e confidencial para atender colaboradoras efetivas e prestadoras de serviço. Além de atender as próprias vítimas, o canal está aberto a qualquer colaborador disposto a informar à companhia sobre colegas, lideranças e subordinadas que estejam em situação de violência doméstica”, conta Tarsila de Paula, responsável pelo Canal da Mulher.

 

Denunciar para salvar


A denúncia, recebida pelo Canal da Mulher, seja via 0800, e-mail ou site de uma empresa terceirizada, é encaminhada para Tarsila, que realiza o atendimento, acolhe a vítima e procura entender quais são suas necessidades.

 

Há, ainda, um comitê interno que discute e acompanha todos os casos até o momento em que a colaboradora consegue sair do ciclo de violência ou o agressor é julgado pela justiça. E, ao longo do processo, são utilizadas ferramentas públicas, como a Delegacia Especializada de Atendimento à Vítima e redes municipais de suporte à mulher.

 

“Nenhum caso é igual ao outro. Às vezes é preciso chamar a polícia, em outras situações transferimos a colaboradora para outra cidade ou estado, ajudamos com pagamento do aluguel e outras demandas. Isso porque muitas vezes, para se manter longe do agressor, a vítima deixa sua casa. Fazemos esse apoio do começo ao fim. O importante é que a mulher se mantenha empregada para ter a liberdade de sair desse relacionamento abusivo”, explica Tarsila.

 

De 2017 até hoje já são 1070 casos atendidos, só em 2022 foram 170.

 

Para além das colaboradoras

 

O canal para denúncias de violência doméstica do Magalu é aberto à população em geral — Foto: Getty Images


O Canal da Mulher cresceu, ganhou tração e a companhia sentiu que era chegado o momento de ampliar sua abrangência. “Entendemos que o Magalu é o microcosmo do Brasil e que nossos números internos refletem o que acontece lá fora”, diz Ana Luiza Herzog, gerente de reputação e sustentabilidade do Magalu.

 

Foi assim que em 2019 a empresa incorporou ao seu app um botão de denúncias de violência contra a mulher. “O dispositivo, propositadamente discreto para garantir máxima segurança às vítimas que desejam denunciar seus agressores, permite acesso direto ao Ligue 180 e, desde 2020, via chat, ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que recebe as denúncias online”, conta Ana Luiza.

 

Mais recentemente, em 2021, o botão passou a direcionar as denúncias também ao projeto Justiceiras, plataforma que oferece suporte multidisciplinar às vítimas em até 24 horas após a denúncia. “O projeto, que conta com voluntárias nas áreas de direito, psicologia, assistência social, medicina e com uma rede de apoio capacitada para atender virtualmente diversas situações, orienta mulheres em situação de violência no registro de boletins de ocorrência e na solicitação de medidas protetivas, além de informar, fortalecer e encorajar quem está sofrendo qualquer tipo de abuso ou agressão dentro de casa”, destaca Pamella Loretti, Coordenadora de Sustentabilidade do Magalu.

 

Para impactar toda a sociedade

 

ONGs do país já foram beneficiadas com o incentivo financeiro da empresa — Foto: Getty Images

ONGs do país já foram beneficiadas com o incentivo financeiro da empresa 

(Fotos: Getty Images)


Em 2020, na fase crítica da pandemia, o número de casos de violência doméstica cresceu porque muitas vítimas ficaram isoladas com seus agressores - que, na maioria dos casos, são companheiros ou maridos. “Naquele momento entendemos que era preciso impactar ainda mais a sociedade. Nascia, então, o Fundo Magalu de Combate à Violência contra a Mulher. A ideia era lançar um edital para encontrarmos ONGs em todo o Brasil que trabalhassem em prol dessa causa de forma que pudéssemos fortalecer essas organizações”, conta Pamella.

 

Todo o processo de elaboração do Fundo Magalu de Combate à Violência contra a Mulher foi realizado em parceria com a Editora Mol (agora Mol Impacto) e a consultoria Prosas, que assessoram grandes empresas e organizações em ações de impacto social. “Já lançamos 2 editais, o primeiro em 2020 e o segundo em 2023, cada um beneficiando 20 ONGs distribuídas por todo o Brasil e de todos os portes. Mas procuramos fugir do eixo Rio-SP e das maiores ONGs, que já são contempladas por outras verbas”, destaca a Coordenadora de Sustentabilidade do Magalu.

 

Roberta Faria, CEO da Mol, destaca que antes do lançamento do edital foi preciso realizar um mapeamento para identificar as necessidades. “Havia o desejo de chegar em organizações mais comunitárias, de apelo regional, que fazem a diferença em locais onde não há uma delegacia da mulher e a organização é o único canal para dar vazão a esses atendimentos”.

 

Roberta conta que a partir desse mapeamento ficou claro que a prioridade seria atuar com projetos que lidassem com acesso à justiça, o apoio à saúde física e a geração de renda.

 

“O 1º edital foi o maior sobre o tema no Brasil, foram R$ 26 milhões doados pela companhia e pelas famílias controladoras - Trajano e Garcia. Já na segunda edição vimos um aumento de 53% no número de inscrições, o que mostra uma enorme carência das organizações acessarem recursos para um problema que é gigantesco”, ressalta Roberta.

 

Para ela, é importante ir além da doação do dinheiro. É preciso trabalhar junto com as organizações e oferecer uma experiência transformadora também para elas.

 

Por isso, as 40 ONGs que já receberam investimentos do Magalu contaram, também, uma consultoria especializada em capacitação de organizações sociais para auxiliá-las na melhoria da captação e gestão dos recursos financeiros e das estratégias de marketing.

 

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Graças às duas edições do Fundo Magalu de Combate à Violência contra a Mulher, hoje são 2763 mulheres beneficiadas diretas, que contam com o apoio mensal dessas 20 ONGs. 

 

Fonte: com informações Revista Marie Claire

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