Phelippe Daou, jornalista, advogado, presidente, fundador, rede Amazônica
Jornalista e empresário, atuou em defesa da questão ambiental na Amazônia e em defesa da Zona Franca de Manaus, como membro do Conselho Deliberativo. Em 1968, junto com Milton Cordeiro e Joaquim Margarido, fundou a Amazonas Publicidade, que deu origem à Amazonas Distribuidora Ltda e Rádio TV do Amazonas S.A., que abrange, entre outras emissoras, a Rede Amazônica de Televisão.
Defensor da região, Phelippe Daou liderou movimentos em defesa da Amazônia, destacando-se entre outros: a implantação da "Universidade do Amazonas"; o "Aeroporto Eduardo Gomes" e as "Rodovias AM 10" (Manaus–Itacoatiara) e "BR 319" (Manaus–Porto Velho).
Parte da vida e obra do jornalista estão eternizadas em memórias e relatos no livro "Phelippe Daou - O Jornalista", de autoria do historiador Abrahim Baze, lançado em 2018. O autor ressalta que o livro mostra a simplicidade com a qual Phelippe convencia as pessoas em relação à importância da Amazônia.
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"Nessa simplicidade ele formava seguidores. Seguidores inclusive para conhecer e amar a Amazônia, que foi a bandeira que ele levantou desde o período em que era jornalista. Amazônia para ele era uma referência e foi a última fala dele, dois meses antes de falecer", resumiu. Ainda segundo o historiador, a trajetória de Daou ficou marcada pela defesa do desenvolvimento da Amazônia e da preservação da identidade regional.
"A Amazônia sempre foi de certa forma o grande momento da vida dele. Ele tinha a Amazônia como uma referência muito importante na vida dele e ele estimulava as pessoas em volta dele que eram amigos e parentes a cuidar da Amazônia. Todo e qualquer projeto de preservação, pode ter certeza que o Phelippe estava envolvido", contou.
Foi um dos idealizadores do projeto 'Show das Águas - Meio Ambiente e Cidadania', que levava ações sociais, de saúde e de conscientização a comunidades do interior, além de cursos e palestras educacionais com os mais diversos temas.
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Prestou vestibular para a Faculdade de Direito do Amazonas, onde formou-se. Muito cedo ainda, iniciou no jornalismo, como repórter do Jornal do Comércio, mas a ascensão na carreira começaria um ano depois, com sua transferência para a empresa Archer Pinto, proprietária, na época, de "O Jornal e Diário da Tarde", onde exerceu diversas funções redacionais. Atuou ainda como redator da Rádio Rio Mar.
Em 1968, junto com Milton Cordeiro e Joaquim Margarido, fundou a Amazonas Publicidade, embrião deu origem à Amazonas Distribuidora Ltda e Rádio TV do Amazonas S.A., que abrange, entre outras emissoras, a Rede Amazônica de Televisão. Por meio dela, permitiu a comunicação no Norte do país.
Phelippe Daou destacou-se como defensor da Zona Franca de Manaus. Foi membro do Conselho Deliberativo dessa instituição que por consenso representava toda a classe empresarial – a Associação Amazonense de Imprensa e a Associação Comercial do Amazonas.
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Fotos: Reprodução Google
Phelipe Daou morreu em 2016, aos 87 anos. Um ano após a sua morte, em sua homenagem, foi inaugurada a Ponte Jornalista Phelippe Daou, que atravessa o rio Negro. Ela conecta os municípios de Manaus e Iranduba, e também faz parte da Rodovia Manoel Urbano. Em 2016, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) criou o “Prêmio de Jornalismo Phelippe Daou”, que homenageia profissionais da área da área de comunicação e jornalismo que divulgaram matérias com a temática voltada à Amazônia.
Fonte: com informações do Portal G1
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