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Política - 08/08/2023

Confusão na CPMI do 8/1 tem troca de farpas, tapa na mesa e acusação de cusparada

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Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/Estadão

Confusão na CPMI do 8/1 tem troca de farpas, tapa na mesa e acusação de cusparada

Parlamentares protagonizaram uma confusão na sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, que ouve o ex-ministro da Justiça Anderson Torres nesta terça-feira, 8.

 

Depois de um discurso inflamado do deputado Marco Feliciano (PL-SP), membros da comissão discutiram por causa de um tapa que ele teria dado na mesa ao responder à senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).

 

Em seguida, o pastor acusou o senador Rogério Carvalho (PT-SE) de ter cuspido nele e a senadora pediu que "mãos bobas" e gracejos não fossem filmados durante a fala dela.

 

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O clima na CPMI começou a ficar acalorado durante a fala de Feliciano. Ele parabenizou Torres, a quem chamou de "herói brasileiro". O deputado fez duras críticas a "comunistas e esquerdistas". "Se eles pudessem, matariam todos nós, conservadores. Nos colocariam em paredão de fuzilamento."

 

A declaração provocou uma reação do colegiado. O presidente da comissão, Arthur Maia (União Brasil-BA), precisou intervir para pedir que os parlamentares se acalmassem. Nesse momento, Soraya questionou o pastor sobre a generalização feita no discurso.

 

Ele respondeu: "Se a carapuça serviu...". Neste momento, Feliciano teria batido na mesa.

 

 

Rogério Carvalho e o deputado Henrique Vieira (PSOL-RJ) se levantaram para discutir com Marco Feliciano. "Esse pessoal da esquerda, do mimimi, os mimizentos. A senadora (Soraya) pode colocar o dedo no meu nariz e eu não posso falar nada?", questionou Feliciano.

 

Tanto o presidente do colegiado quanto a relatora, Eliziane Gama (PSD-MA), defenderam Soraya e passaram a palavra ao deputado Duarte Júnior (PSB-MA), que abriu o discurso repreendendo o colega.

 

"Presidente, eu gostaria só de pedir mais calma ao pastor Marco Feliciano, que simplesmente bateu aqui na mesa. Minha solidariedade à senadora." Ao fundo da sessão, parlamentares gritaram para ele deixar de ser "covarde". "Tenha calma. Para que o desequilíbrio? Está com medinho do quê?", respondeu o maranhense.

 

 

Depois que Rogério Carvalho terminou de discursar, mais adiante na sessão, Feliciano interrompeu o colega e o acusou de ter cuspido nele.

 

"Ele cuspiu em mim e disse 'cuspirei de novo', seu presidente." Maia se limitou a pedir aos parlamentares que se acalmassem, mas depois atendeu o pedido do deputado do PL para que seja feita uma perícia nas imagens da sessão.

 

Soraya Thronicke pediu que a TV Senado fechasse a gravação nela antes de se pronunciar, para que "mãos bobas" e parlamentares "que ficam fazendo gracejos" não aparecessem na imagem dela nos registros da CPMI.

 

 

"Mãos bobas e parlamentares que ficam fazendo gracejos por trás da nossa imagem enquanto falamos, atitudes vergonhosas... Não gostaria de ter essa imagem atrelada à minha quando estou falando", pediu a senadora.

 

'Aberração jurídica'

 

A CPMI do 8 de Janeiro ouve nesta terça-feira Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.

 

Fotos: Reprodução

 

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No depoimento, quando foi questionado sobre a minuta do golpe que foi apreendida na casa dele logo após o episódio, Torres chamou o documento de "aberração jurídica".

 

Relatórios da CPMI obtidos pelo Estadão mostram que, mesmo depois de receber alertas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre a iminência dos ataques do 8 de Janeiro, Torres antecipou suas férias. Ele estava nos Estados Unidos no 8 de Janeiro, enquanto era secretário no DF.

 

Fonte: com informações do Portal Terra 

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