Manifestantes palestinos entram em confronto com a polícia israelense no Monte do Templo em Jerusalém, em 15 de abril de 2022
Pelo menos 150 palestinos ficaram feridos em confrontos com a tropa de choque israelense dentro da Mesquita de al-Aqsa, na Esplanada das Mesquitas, na Cidade Velha de Jerusalém, palco de quatro horas de embates nesta sexta-feira (15). Três policiais também ficaram feridos nos confrontos e centenas de palestinos foram detidos.
A maioria dos ferimentos foi causada por balas de borracha, granadas de efeito moral e espancamentos com cassetetes da polícia, de acordo com o Crescente Vermelho palestino.
Em um comunicado, a polícia israelense disse que centenas de palestinos atiraram fogos de artifício e pedras contra policiais israelenses e em direção à área de oração judaica, próxima do Muro das Lamentações, após as orações matinais do Ramadã, importante feriado muçulmano. A nota diz que a polícia entrou na Mesquita de al-Aqsa para “dispersar e repelir (a multidão e) permitir que o restante dos fiéis deixasse o local com segurança”.
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— Estamos trabalhando para restaurar a calma, no Monte do Templo e em Israel. Além disso, estamos nos preparando para qualquer cenário e as forças de segurança estão prontas para qualquer tarefa — disse o premier israelense, Naftali Bennett, usando o nome judaico para a esplanada.
A escalada de violência ocorre no auge do Ramadã e às vésperas da Páscoa judaica, que também coincide com a Semana Santa para os cristãos, alimentando as tensões em locais sagrados em Jerusalém.
O complexo de al-Aqsa fica na Esplanada das Mesquitas, no topo da Cidade Velha de Jerusalém Oriental, área ocupada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e posteriormente anexada. O lugar é o mais sagrado do judaísmo e o terceiro mais sagrado do Islã, atrás da Grande Mesquita de Meca e da Mesquita do Profeta em Medina, na Arábia Saudita.

Palestinos protestam no complexo que abriga a Mesquita de al-Aqsa, após
confrontos com forças de segurança israelenses na Cidade
Velha de Jerusalém (Fotos: Reprodução)
Desde 22 de março, as Forças armadas israelenses mataram 20 pessoas no território ocupado da Cisjordânia, a grande maioria civis, após uma série de ataques de combatentes de grupos radicais islâmicos em Tel Aviv. Israel sofreu um total de quatro ataques, os dois primeiros perpetrados por árabes israelenses ligados à organização jihadista Estado Islâmico (EI) e os dois últimos por palestinos da região de Jenin. Os ataques deixaram um total de 14 mortos.
Na quarta-feira, um advogado e dois jovens palestinos foram mortos em incidentes separados na Cisjordânia. Na quinta, mais três palestinos foram mortos.
O Ministério das Relações Exteriores da Palestina disse que “considera Israel total e diretamente responsável por este crime e suas consequências”. O Hamas, o grupo que controla a Faixa de Gaza, disse que Israel “é responsável pelas consequências”.
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— É necessária uma intervenção imediata da comunidade internacional para impedir a agressão israelense contra a mesquita de Al-Aqsa e evitar que as coisas saiam do controle — disse Nabil Abu Rudeineh, porta-voz do presidente palestino Mahmoud Abbas, que governa áreas dos territórios ocupados por Israel na Cisjordânia.
Fonte: Portal O Globo
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