Com o fim da temporada internacional, reunimos as tendências de verão 2026 que prometem dominar a estação.
Entre 10 de setembro e 7 de outubro, as quatro principais capitais da moda – Nova York, Londres, Milão e Paris – apresentaram suas novas coleções. A temporada teve 15 estreias de diretores criativos, mudanças de tom e um sentimento comum de revisão. As tendências de verão 2026 apontam menos para rupturas e mais para reinterpretações, da sensualidade revisitada à alfaiataria poderosa, do romance ao funcional.
Em Nova York, duas vertentes se destacaram. De um lado, a energia decorativa de Luar, Diotima e PatBo, responsáveis por reacender o gosto por franjas, flores e texturas. Do outro, o pragmatismo das grandes casas estadunidenses – Calvin Klein, Ralph Lauren e Tory Burch –, voltado à força das peças de corte precisos com ombros amplos e tons sóbrios. Londres, sempre um laboratório de ideias, trouxe um senso de serenidade: rendas, transparências e drapeados aparecem como antídoto à saturação estética dos últimos tempos.
A semana de moda de Milão concentrou algumas das estreias mais aguardadas. Demna apresentou sua primeira coleção para a Gucci – em lookbook e vídeo dirigido por Halina Reijn e Spike Jonze –, Dario Vitale assumiu a Versace, explorando uma sensualidade mais real, e Louise Trotter fez seu début na Bottega Veneta, reafirmando a excelência material da grife. Entre as tendências de verão 2026, há o resgate do power dressing, a sensualidade boudoir e o retorno do loungewear em versões confortáveis e sofisticadas.
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Em Paris, as trocas de bastão atingiram o ápice. A estreia de Matthieu Blazy na Chanel marcou o início de uma nova era para a maison, com uma releitura sensível dos códigos de Coco. Jonathan Anderson apresentou seu primeiro feminino na Dior, Jack McCollough e Lazaro Hernandez assumiram a Loewe, Pierpaolo Piccioli levou sua sensibilidade à Balenciaga e Duran Lantink reimaginou a Jean Paul Gaultier – com uma dose de polêmica.Em meio ao burburinho, o brilho dos anos 1980 ganhou leveza, o romance surgiu em tecidos fluidos e as linhas clássicas foram reinterpretadas com suavidade. A seguir, 20 tendências do verão 2026 para ficar de olho:
Transparência
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Os tecidos translúcidos voltam com força no verão 2026, em interpretações que transitam entre o sexy e o romântico. Na Khaite, a organza com aplicações cria textura e movimento. Na Fendi, o chiffon amarelo revela o corpo em camadas leves. Já na Alexander McQueen, o tule rendado transforma a pele em parte do desenho.
Franjas
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Em versões gráficas e esculturais, as franjas trazem movimento e textura aos looks de verão. Na Alaïa, aparecem como extensão arquitetônica das botas, enquanto a Louis Vuitton aposta em cores e densidades variadas, que lembram superfícies orgânicas. Já na Alexander McQueen, têm um perfume sexy em vestidos e bolsas de couro cortado.
Branco

Símbolo de pureza e força, o branco domina o verão 2026 em interpretações que vão do escultural ao etéreo. Na Alaïa, colore volumes que oscilam entre rigidez e fluidez. Na Balenciaga, se traduz em minimalismo e movimento. Já na Louis Vuitton, realça tecidos leves e formas amplas.
Pijamas

O visual do quarto sai para a rua com novas intenções. Tecidos acetinados e cortes relaxados propõem um novo tipo de sensualidade – mais tátil, menos evidente. A Dolce & Gabbana explora o lado mais noturno, Emporio Armani encontra leveza nas flores, e Ferragamo traduz o conforto em elegância pura.
Laços

Do romântico ao moderno, os laços se destacam nas tendências de verão 2026. A Dior oferece uma profusão de opções – do detalhe na gola ao shape das roupas –, enquanto a Louis Vuitton o transforma em ponto de impacto com volumes marcantes. Na Ralph Lauren, a leitura é gráfica e moderna, afastando a ideia de delicadeza.
Jaqueta de gola alta

Seguindo a onda utilitária, elas aparecem em versões estruturadas e elegantes. Na Khaite, ganham força em couro preto. Na Victoria Beckham, vêm em azul klein com volume esportivo. Já na Balenciaga, têm formato de casulo e jeito de armadura urbana.
Volume nos quadris

O shape resgata o drama das cortes europeias com um olhar atual. A silhueta se abre logo abaixo da cintura, evocando a estrutura dos vestidos vitorianos e o exagero das saias do século 18. Em versões arquitetônicas na Khaite, esculturais na Dior e românticas na Erdem, o efeito é de poder e teatralidade.
Maxibrincos

Eles roubam a cena com proporções que beiram o escultural. Na Valentino, funcionam como moldura para o rosto, delicados e monumentais.

Fotos: Getty images
Isabel Marant entra no clima boho com miçangas coloridas, enquanto a Givenchy aposta em longas peças douradas com pequenos pingentes em formato de pássaros, fortes e elegantes.
Fonte: Com informações Revista ELLE
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