Nova estimativa de prejuízos no Rio Grande do Sul foi apresentada nesta quinta-feira (9/5) pela Confederação Nacional de Municípios (CNM)
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) subiu a estimativa de prejuízos no Rio Grande do Sul, estado que vem sendo castigado pelas fortes chuvas, com inundações em vários municípios. Segundo novo balanço apresentado nesta quinta-feira, 9/5, foram registrados R$ 7,5 bilhões de prejuízos financeiros.
Desse total, R$ 2 bilhões são no setor público e R$ 1,1 bilhão no privado, sendo a maioria dos estragos no setor habitacional, com R$ 4,4 bilhões. Até o momento, foram 85,3 mil casas danificadas ou destruídas. A entidade reforça que os dados são parciais e que as gestões municipais enfrentam dificuldades de atualizar os sistemas informativos em tempo real. Em algumas localidades, os níveis da água já começaram a baixar.
São 428 municípios afetados, segundo a Defesa Civil estadual. Destes, 397 foram reconhecidos pelo governo federal em estado de calamidade pública. A Defesa Civil informou que há 107 mortos, 136 desaparecidos e 165 mil desalojados. Quase 1,5 milhão de pessoas em 428 municípios gaúchos foram afetadas pelas tempestades na região.
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Setores e prejuízos
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O total de R$ 7,5 bilhões em prejuízos foi informado pelos municípios, mas são parciais e estão sendo alterados pelos gestores locais à medida que o nível da água continue a baixar.
Desse total, R$ 2 bilhões seriam no setor público, R$ 1,1 bilhão no setor privado e a maioria dos prejuízos, por enquanto, referem-se ao setor habitacional, com R$ 4,4 bilhões, sendo 85,3 mil casas danificadas ou destruídas.
Os valores sofrem constantes alterações para mais ou menos, à medida que as verificações em campo se intensificam.
Principais setores privados afetados:
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Agricultura: R$ 811 milhões em prejuízos;
Pecuária: R$ 63 milhões em prejuízos;
Indústria: R$ 151,7 milhões em prejuízos;
Comércios locais: R$ 108,1 milhões em prejuízos;
Demais serviços: R$ 12,6 milhões.
Principais setores públicos afetados:
Danos materiais (instalações públicas como escolas, hospitais, prefeituras): R$ 395,8 milhões em prejuízos;
Obras de infraestrutura (pontes, estradas, calçamento, sistemas de drenagens urbanas etc.): R$ 1,4 bilhão em prejuízos;
Sistema de transportes: R$ 52,5 milhões em prejuízos;
Assistência médica emergencial: R$ 13,2 milhões em prejuízos;
Sistema de esgotamento sanitário: R$ 15,8 milhões em prejuízos;
Limpeza Urbana e remoção de escombros: R$ 31,5 milhões em prejuízos;
Geração e distribuição de energia elétrica: R$ 4,5 milhões em prejuízos;
Sistema de ensino: R$ 14,5 milhões em prejuízos;
Abastecimento de água: R$ 10,5 milhões em prejuízos.
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Fotos: Reprodução Google
Impacto nas habitações
Do total de 85,3 mil unidades habitacionais afetadas, são contabilizadas 76,2 mil habitações danificadas, 9,1 mil destruídas. Os prejuízos na habitação somam R$ 4,4 bilhões.
Fonte: com informações do Portal Metrópoles
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