18 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Saúde da Mulher - 08/10/2024

Condromalácia patelar: porque é mais comum em mulheres e como evitar

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Você já ouviu falar em condromalácia patelar? Esta é uma condição que, devido a movimentos repetitivos do joelho, excesso de peso ou traumas e lesões

O joelho é uma articulação que sofre mais do que outras com a sobrecarga do nosso peso. Não só no esporte, mas em atividades corriqueiras como ficar muito tempo em pé, uso excessivo de escadas, muito tempo de salto alto e até passar muito tempo sentados, pode ser prejudicial para os joelhos.

 

Isso porque a principal função dos joelhos não é fazer a extensão da perna, como para chutar uma bola, e sim absorver o impacto de nosso corpo em contato com o solo. Junto com a contração dos músculos da parte da frente da coxa, que chamamos de quadríceps, é capaz de absorver a energia de quando estamos nos movimentando, como em uma caminhada, e desaceleramos quando tocamos o solo.

 

A condromalácia patelar é uma condição caracterizada pelo amolecimento e degeneração da cartilagem na superfície entre a patela e o fêmur, resultando em dor na região anterior do joelho. Em alguns casos a degeneração pode levar à destruição completa desta cartilagem. Frequentemente está associada a anormalidades biomecânicas, como desalinhamento da articulação, que pode aumentar o estresse na cartilagem patelar.

 

Veja também 

 

Ela Podcast discute saúde da mulher e fertilidade com Dra. Mariana Telles

Cefaleia tensional: 13% da população brasileira sofre de dores de cabeça por tensão muscular

 

As mulheres têm maior probabilidade de desenvolverem condromalácia patelar do que os homens, em função de fatores anatômicos, hormonais e até por alguns hábitos diários. Dentre estes fatores destacam-se:

 

Estrutura corporal: a largura da pelve feminina faz com que os joelhos se projetem para dentro durante o movimento, formando um aspecto em X, chamado de valgo dinâmico, o que pode sobrecarregar a articulação patelofemoral.

 

Ativação muscular: em algumas atividades, os músculos quadríceps e glúteos das mulheres ativam-se mais tarde do que os dos homens, o que pode impactar mais as articulações. A diferença de força entre estes grupos musculares também pode ser importante.

 

Hormonais: o perfil hormonal das mulheres torna seus ligamentos e articulações mais frouxos. Essa diferença é de extrema importância para o alargamento da pelve que ocorre na gestação e no parto, mas pode gerar instabilidade em outras articulações.

 

 

 

Hábitos diários: o uso frequente de salto alto pode sobrecarregar os joelhos.

 

Os principais sintomas associados à condromalácia patelar em mulheres incluem dor na região anterior do joelho, que é frequentemente exacerbada por atividades que aumentam o estresse na articulação, como subir escadas, agachar ou ficar sentado por longos períodos com os joelhos dobrados. A dor pode ser acompanhada por crepitação ou sensação de estalos durante o movimento do joelho. Mas como podemos prevenir ou evitar as dores relacionadas à condromalácia patelar?

 

A fisioterapia é recomendada para corrigir desequilíbrios musculares e melhorar a biomecânica do joelho. Inclui técnicas de reeducação do movimento e fortalecimento neuromuscular, além de muito útil no controle das dores associadas a quadros mais agudos.A modificação das atividades, evitando aquelas que exacerbam a dor, é uma estratégia importante para prevenir a progressão da condição, e também devem ser orientadas por um fisioterapeuta.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

O fortalecimento muscular, especialmente dos músculos do quadril e do quadríceps, é essencial no processo, pois ajuda a melhorar o alinhamento patelofemoral e a reduzir o estresse na articulação. Deve ser propriamente orientado por um profissional de educação física, capaz de corrigir movimentos que possam ser prejudiciais e priorizar exercícios que trarão mais estabilidade para a articulação.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

A reeducação da técnica de corrida, também pode reduzir o risco de dor patelofemoral. Complicações como a condromalácia que são prevenidas quando indicamos o fortalecimento muscular através da musculação para um atleta de corrida, por exemplo.Essas intervenções devem ser personalizadas de acordo com as características individuais de cada pessoa, levando em consideração fatores anatômicos e biomecânicos específicos, além das necessidades diárias ou da modalidade esportiva praticada. Em caso de dores no joelho consulte um ortopedista, que fará o correto diagnóstico e as orientações quanto à melhor forma de acompanhamento e tratamento. 

 

Fonte: com informações Revista IstoÉ

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.