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Saúde da Mulher - 03/08/2023

Como é a primeira consulta com o ginecologista?

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Foto: Reprodução

Como é a primeira consulta com o ginecologista?

Engana-se quem pensa que deve agendar uma consulta ginecológica somente ao surgir algum desconforto ou após o início da vida sexual. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) recomendam que a primeira consulta ginecológica ocorra entre 13 e 15 anos de idade, mesmo para adolescentes que ainda não iniciaram a vida sexual.

 

Porém, muitas dúvidas surgem nas pacientes em relação ao que serão questionadas, devem perguntar ou expor proativamente ao especialista, para que a consulta seja mais eficaz. Com esse foco, a ginecologista e obstetra do São Cristóvão Saúde Aline Teixeira Bueno Muniz traz algumas orientações:

 

Perguntas sobre histórico médico: Você deve ser questionada sobre seu histórico médico, incluindo alergias, condições de saúde pré-existentes e quaisquer problemas ginecológicos que tenha enfrentado no passado;

 

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- Histórico menstrual: O médico perguntará sobre o início da menstruação, a regularidade do ciclo, duração e intensidade do fluxo menstrual, bem como sobre quaisquer problemas menstruais que você possa estar enfrentando;

 

- Atividade sexual: Serão feitas perguntas sobre sua vida sexual, uso de contraceptivos e eventuais preocupações relacionadas à saúde sexual. Serão realizadas orientações sobre os cuidados para evitar as infecções sexualmente transmissíveis;

 

 

- Métodos contraceptivos: O especialista pode questionar sobre os métodos contraceptivos que você adota ou pretende utilizar. Sintomas específicos: É indispensável relatar eventuais sintomas ou desconfortos específicos para que o médico possa avaliar adequadamente o quadro e oferecer orientações;

 

- Preocupações com a saúde reprodutiva: Caso planeje engravidar ou tenha preocupações sobre a fertilidade, Aline indica ser esse o momento adequado para discutir tais questões;

 

- Hábitos de vida: Você deverá comentar sobre seu estilo de vida, dietas, exercícios,consumo de álcool e tabaco para avaliar a influência desses fatores na sua saúde.

 

 

Durante a avaliação, médico e equipe devem se esforçar para criar um abiente confortável e acolhedor. "Caso sinta desconforto ou ansiedade, não hesite em comunicar ao especialista", recomenda a ginecologista. "A consulta é o momento ideal para fazer todas as perguntas e esclarecer quaisquer dúvidas que você possa ter sobre sua saúde ginecológica.

 

O médico realizará um exame físico, que pode incluir a palpação das mamas, a palpação abdominal e o exame pélvico, de modo a avaliar os órgãos reprodutivos internos (naquelas que já tiveram iniciado a vida sexual) como a vagina, a vulva, o útero e os ovários".

 

Momento certo para a primeira avaliação

 

 

De acordo com Aline Muniz, "a partir da adolescência, a frequência de consultas ao ginecologista depende de vários fatores, incluindo recomendações médicas e idade da paciente. Caso haja alguma anormalidade ou histórico de alterações, o médico pode recomendar maior regularidade".

 

Além disso, é essencial que você se sinta à vontade para expressar suas preocupações e fazer perguntas durante a consulta ginecológica. "Isso ajudará a construir um relacionamento de confiança com o médico e garantir que suas necessidades sejam atendidas de forma adequada e respeitosa", sugere a especialista.

 

Fotos: Reprodução

 

Dependendo das necessidades identificadas durante a avaliação, o especialista pode recomendar consultas de acompanhamento ou exames periódicos. Também é possível que haja a necessidade de exames adicionais, com base na avaliação. "Nestes casos, certifique-se de entender as razões e a importância de cada um deles", reforça ela.

 
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"Durante a menopausa, por sua vez, também é recomendado o acompanhamento ginecológico regular, pois as necessidades de saúde mudam nessa fase", finaliza Aline. Não hesite em agendar uma avaliação, de modo a obter orientações específicas para o seu caso. Afinal, a consulta ginecológica é essencial para uma abordagem personalizada e adequada ao histórico de saúde e às necessidades individuais de cada mulher. 

 

Fonte: com informações do Portal iG

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