QG do golpe, em Brasília, funciona a todo vapor, sob comando do general Braga Netto, candidato a vice da chapa derrotada no segundo turno
A casa no Lago Sul de Brasília que foi alugada para sediar o comitê da campanha de Jair Bolsonaro à reeleição tornou-se, desde a derrota, sede do golpe contra o resultado do pleito. A revelação é dos jornalistas Sarah Teófilo e Rodrigo Rangel, do Metrópoles. A mansão havia sido, antes do aluguel pelos bolsonaristas, sede da Precisa Medicamentos, empresa que esteve no centro dos escândalos do governo Bolsonaro durante a pandemia de Covid.
O general Braga Netto e seus assessores trabalham diariamente na casa. Vários deles são oficiais das Forças Armadas. Lìderes do “bolsonarismo raiz” frequentam o “QG do Golpe”.
Segundo o Metrópoles, quem estava lá com o general na última quinta-feira (17), era o ex-ministro e deputado federal Osmar Terra, conhecido negacionista.
Veja Também


O tema central dos trabalhos, segundo o próprio Terra, é o desmoralizado “relatório de auditoria” das urnas eletrônicas supostamente elaborado pelo PL. O partido confirma que o relatório está sendo elaborado, será concluído em dezembro, mas negou as versões segundo as quais ele apontaria “fraude” no pleito.

Fotos: Reprodução
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
Outras pessoas que estiveram na equipe de campanha de Bolsonaro também frequentam o local. É o caso do coronel da reserva do Exército Marcelo Azevedo, que foi tesoureiro do comitê bolsonarista.
Há um fluxo intenso na casa, segundo os jornalistas do Metrópoles: “O entra-e-sai é permanente. O endereço tem servido ainda para reuniões com manifestantes que engrossam os protestos antidemocráticos. É uma evidência importante sobre a cadeia de comando das manifestações nas portas de quartéis e nas estradas questionando o resultado das eleições”.
Fonte: Com informações da Revista Fórum
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.