23 de Abril de 2026

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Política - 27/08/2022

Combate à fome: o que dizem os planos de governo dos candidatos à Presidência

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Foto: Reprodução

Mais de 61 milhões de brasileiros enfrentaram dificuldades para se alimentar entre 2019 e 2021, sendo que 15,4 milhões sofreram de insegurança alimentar grave, de acordo com o mais recente relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) para alimentação e agricultura.

 

Os candidatos à Presidência têm um cenário complexo pela frente, já que o número de brasileiros sem ter o que comer quase dobrou em dois anos de pandemia.

 

Confira a seguir detalhes de cada proposta. A ordem é a mesma em que os candidatos aparecem na última pesquisa de intenção de votos.

 

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Lula(PT)

 

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa em São Paulo — Foto: Reuters/Suamy Beydoun

 

Veja os principais pontos:

 

O plano de governo de Lula afirma que a população afetada pela fome tem prioridade nos compromissos assumidos pela legenda. "São esses brasileiros e brasileiras que precisamos socorrer", diz o texto.

  

Grande produtor de alimentos: Lula cita, assim como Bolsonaro, a capacidade produtiva do Brasil no setor de alimentos: "Produzimos comida em quantidade para garantir alimentação de qualidade para todos".

 

Bolsa Família: o documento diz que o programa precisa ser "renovado e ampliado para recuperar uma de suas principais características: ser referência mundial de combate à fome". O plano não menciona se o Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa Família no final de 2021, será absorvido ou extinto pelo programa proposto pelo petista ou seguirá existindo.

 

Agropecuária: o ex-presidente aposta na produção do campo como forma de alcançar a segurança alimentar: "Precisamos avançar rumo a uma agricultura e uma pecuária comprometidas com a sustentabilidade ambiental e social".

 

Reforma agrária: o líder petista afirma que dará apoio "à pequena e média propriedade agrícola, em especial à agricultura familiar" e que se compromete com a soberania alimentar "por meio de um novo modelo de ocupação e uso da terra urbana e rural". Lula também fala em fortalecimento da produção agrícola nas frentes das agriculturas familiar, tradicional e agronegócio sustentável.

 

Jair Bolsonaro (PL)

 

O plano de governo de Jair Bolsonaro destaca que deve haver equilíbrio entre a demanda nacional e as exportações, já que o Brasil é um dos maiores exportadores de alimentos do mundo e, mesmo assim, tem parte da população passando fome.

 

Jair Bolsonaro (PL), participa da Cu?pula pela Democracia por meio de videoconfere?ncia em Brasília, em 9 de dezembro de 2021.   — Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

 

Veja os principais pontos:


Pandemia e guerra: o programa de Bolsonaro fala em "manter e implantar políticas públicas que mitiguem efeitos da inflação mundial que se vive em função da pandemia e do conflito entre a Federação da Rússia a Ucrânia" para que a população brasileira retome o poder de compra. Não especifica, no entanto, que políticas são essas.

 

Programa Alimenta Brasil: o plano do atual presidente afirma que pretende reforçar a aplicação do programa, que tem a premissa de comprar alimentos produzidos por meio da agricultura familiar e distribuir a pessoas em situação de insegurança alimentar.

 

Populações vulneráveis: o documento também cita que serão distribuição de alimentos a "grupos populacionais tradicionais e específicos", como indígenas e quilombolas.

 

Ciro Gomes(PDT)

 

Ciro Gomes destaca a questão já no primeiro parágrafo de seu plano de governo. Segundo ele, a fome e a miséria estão se tornando um problema crônico no país.

 

Ciro Gomes, candidato do PDT à Presidência, participou de encontro com a comunidade científica nesta sexta (29), em Brasília — Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

 

Veja os principais pontos:

 

Programa de renda mínima: Ciro propõe englobar os valores do atual Auxílio Brasil, do seguro-desemprego e da aposentadoria para criar um programa batizado de Eduardo Suplicy.


Gás de cozinha mais barato: o ex-ministro promete gás pela metade do preço para famílias que vivem com até dois salários-mínimos mensais.

 

Simone Tebet (MDB)

 

O plano de governo de Simone Tebet cita os 125 milhões de brasileiros que estão em algum nível de insegurança alimentar e afirma que a primeira missão do governo será acabar com a fome.

 

A pré-candidata à Presidência da República, Simone Tebet, concede coletiva de imprensa na Sede do Diretório Nacional do MDB em Brasília (DF), nesta quarta-feira (25). — Foto: FáTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Fotos: Reprodução

 

Veja os principais pontos:


Transferência de renda permanente: Tebet diz que vai focar nas famílias que mais precisam e condicionar o recebimento de valores à "frequência na escola, saúde preventiva e vacinação em dia".

 

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Fonte: Portal G1

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