Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento no Palácio do Planalto 20/12/203
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, na quarta-feira, 31, que os países ricos têm de cuidar de seus usuários de drogas para ajudarem no combate ao tráfico internacional, e prometeu que seu governo vai atuar com firmeza contra a “indústria multinacional do crime organizado”.
Durante entrevista coletiva de balanço da gestão de Flávio Dino à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Lula afirmou que é necessário um investimento pesado em inteligência para capturar os chefes das organizações criminosas, que disse terem se tornado empresas multinacionais de maior porte do que companhias como General Motors e Petrobras.
“O crime organizado hoje não é uma coisa fácil de combater, porque o crime organizado virou uma grande indústria multinacional, maior que a General Motors, maior que a Volkswagen, maior que a Petrobras. É uma coisa muito poderosa”, disse Lula em pronunciamento com a presença de Dino e do futuro ministro da Justiça, o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski.
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Foto: Reprodução Google
“É uma coisa tão difícil que muitas vezes um país rico como os Estados Unidos acha que combater a droga será resolvido colocando base militar na Amazônia, ou colocando base militar na Colômbia. O problema não é de droga, o problema é saber o seguinte: como é que um país rico vai cuidar dos seus usuários”, acrescentou.
Lula afirmou que, ao contrário dos usuários de crack, que afirmou andarem como “zumbis” pelas cidades, os usuários de cocaína e de drogas químicas “lidam com milhões”.
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O presidente lembrou que o narcotráfico internacional envia essas drogas a portos de todo o mundo, como os de Amsterdã e dos Estados Unidos, o que mostra como essas organizações são bem estruturadas.Ele defendeu ainda a necessidade de “humanizar” o combate ao que chamou de “pequeno crime”, cometido por “pessoas mais humildes”, ao mesmo tempo que disse ser necessário “jogar muito pesado” contra o que chamou de “indústria internacional do crime organizado”.
Fonte: com informações Revista IstoÉ
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