Pesquisa do Ministério da Saúde mostra 53% das crianças sem cáries em 2023. Em 2010, eram 46,6%. Brasil Sorridente é retomado 20 anos após sua criação
Um problema de má condição de saúde bucal quase impediu o transplante de coração do mecânico Heitor Fábio. O risco de infecção dental poderia custar sua vida. Foi aí que o programa Brasil Sorridente mudou o curso dessa história. Em 2024, a política que oferece cuidado em saúde bucal aos brasileiros, como Heitor, está completando 20 anos com significativos avanços.
Nesta quinta-feira,13, o Ministério da Saúde iniciou um seminário para debater a expansão do acesso aos serviços de saúde bucal por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) . Entre as novidades, está a divulgação dos resultados da pesquisa SB Brasil 2020/2023, a principal forma de avaliar as condições de saúde bucal da população.
Mais de 40 mil pessoas foram entrevistadas e examinadas nas 27 capitais e em 403 cidades do interior de todo o país. Dessas, 7.198 são crianças de 5 anos de idade. A pesquisa nacional de saúde bucal SB Brasil registrou que 53,17% dessas crianças não possuem cárie. O índice é 14% maior do que o resultado da última pesquisa, em 2010, quando 46,6% das crianças entrevistadas estavam livres da doença.
Veja também

EUA registram primeiro caso de fungo transmitido por via sexual
(23).jpeg)
Assim como Heitor Fábio, que foi atendido pelo programa Brasil Sorridente do governo federal, a assistente de recursos humanos Camylla Silva também conseguiu acessar o serviço de cuidado em saúde bucal pelo SUS, tanto para ela, como para seus dois filhos. O primogênito Calleb Silva, hoje com 11 anos, afirma que aprendeu com os profissionais de saúde a escovar os dentes e a passar fio dental. “O que mais emociona é ver meus filhos crescendo com serviços de qualidade que podem ajudá-los futuramente”, conta Camylla.
A pesquisa SB Brasil destaca importante crescimento de crianças de 5 anos livres de cárie nas regiões Sul (aumento de 40,7% entre 2010 e 2023), Sudeste (21,9%), Nordeste (17,1%) e Norte (11,2%), tanto nas capitais como nas cidades do interior, sendo que a Centro-oeste apresentou pequena diminuição nessa proporção (de 38,8% para 37,9%). É por meio desse estudo que os governos federal, estadual, distrital e municipal podem planejar políticas públicas com base nas necessidades reais dos brasileiros.O detalhamento da pesquisa, com dados de outras faixas etárias, será apresentado ao longo do seminário, que segue até sexta-feira,14, em Brasília.
O Brasil voltou a sorrir
(13).jpeg)
O programa Brasil Sorridente nasceu em 2004, na gestão do primeiro governo Lula. Entre 2004 e 2010, a política tirou o país do grupo de países com média prevalência de cárie dentária para o grupo com baixa prevalência, de acordo com ranking da Organização Mundial da Saúde (OMS).Antes da implementação do Brasil Sorridente, o principal suporte disponibilizado na rede pública era de extração dentária. Atualmente, o SUS oferece ações de promoção da saúde, como fluoretação das águas de abastecimento público, ações de prevenção e recuperação da saúde bucal, inclusive atendimentos com detecção precoce do câncer de boca.
As principais diretrizes do programa são baseadas no direito de todos os brasileiros a um sorriso saudável, parte fundamental para uma vida digna, aumento da autoestima e o exercício da cidadania. Após o desmonte da política durante a última gestão, a saúde bucal voltou a ser uma prioridade do Ministério da Saúde.
Em 2023, logo no início da gestão, o presidente Lula sancionou a lei que inclui a Política Nacional de Saúde Bucal na Lei Orgânica da Saúde. Assim, a saúde bucal passou a ser um direito de todos os brasileiros garantido por lei. O ato reconheceu a importância da atenção em saúde bucal pelo SUS e reforçou o compromisso do governo federal com o acesso à saúde principalmente em regiões de maior vulnerabilidade.

Também a criação de serviço odontológico de especialidades no interior do país, com foco nos municípios de até 20 mil habitantes. O Serviço de Especialidades em Saúde Bucal (SESB) reforçou, novamente, o compromisso de garantir atendimento odontológico integral em regiões desassistidas. São mais de 15,2 milhões de brasileiros com acesso à prevenção, às especialidades odontológicas e recuperação da saúde bucal.
As Unidades Odontológicas Móveis entraram como uma das prioridades do Novo PAC do governo federal, com a aquisição de equipamentos para a implantação de 600 unidades até o fim de 2026. Um investimento na ordem de R$ 200 milhões.Em 2024, está se concretizando o maior investimento da história em saúde bucal, totalizando R$ 4,3 bilhões – crescimento de 126% em relação a 2023, possibilitando:
(135).jpeg)
- Mais de 6 mil novas equipes de saúde bucal
- 100 novos Centros de Especialidades Odontológicas
- Expansão do custeio para as especialidades em 1 mil CEO
- Aquisição de 300 novas Unidades Odontológicas Móveis
- Incentivos para adesão dos estados e municípios com reajustes dos valores repassados
- CEO – reajuste médio de 188%
- Equipes de saúde bucal – reajuste médio de 74%
- Investimento superior a R$ 200 milhões para a aquisição de equipamentos
O Ministério da Saúde anunciou, ainda, R$ 187,8 milhões para viabilizar a compra de insumos e instrumentos para tratamento de estudantes de escolas públicas matriculados no ensino básico (infantil e fundamental). A ação “Mais Saúde Bucal nas Escolas” vai alcançar 26 milhões de estudantes de 3 a 14 anos em 5.055 municípios brasileiros, por meio de 31,2 mil equipes de saúde bucal.
Prioridade
(102).jpeg)
Fotos: Reprodução/Google
Presente à cerimônia de abertura do seminário, nesta quinta,13, a ministra Nísia Trindade frisou a importância de se retomar e reforçar uma ‘política que apresentou resultados muito concretos nas gestões dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff’ . “Desde o ano passado, com um trabalho de recomposição orçamentária e a prioridade dada a essa política, conseguimos crescer. E, um indicador importante de prioridade é o investimento atual de R$ 4,3 bilhões em saúde bucal, cerca de 126% a mais que no ano passado”, ressaltou.
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.
A ministra também citou o Programa Saúde na Escola (PSE) - que leva saúde e educação a crianças, adolescentes, jovens e adultos da educação pública brasileira - lembrando que ele é mais um componente importante para o fortalecimento do Brasil Sorridente. “Já introduzimos a saúde bucal como parte do programa nas escolas e acreditamos que ele vai auxiliar e muito no aumento da cobertura da população brasileira”, disse.
Fonte: com informações do Portal Gov.com
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.