19 de Abril de 2026

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Saúde - 03/03/2024

Com 1,6 mil casos, Amazonas reconhece surto de febre do Oropouche

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Foto: Reprodução

Doença tem sintomas semelhantes aos da dengue. Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas disse que confirmou surto com base nas orientações do Ministério da Saúde.

Após 1.674 casos da Febre do Oropouche no Amazonas em 2024, o governo do Estado reconheceu o surto da doença. A arbovirose tem sintomas semelhantes aos da dengue.

 

A Febre do Oropouche é transmitida principalmente por um mosquito conhecido popularmente como maruim ou meruim. O mosquito é 20 vezes menor que o Aedes aegypti. A arbovirose apresenta sintomas como dor de cabeça, muscular, nas articulações, entre outros. 

 

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas afirmou ao g1 que o surto foi reconhecido, na sexta-feira, 1º, com base nas orientações fornecidas pelo "Guia para Investigações de Surtos ou Epidemias", do Ministério da Saúde. A Fundação disse, ainda, que um surto de uma doença ou um evento incomum em saúde pública é caracterizado pelo aumento no número de casos além do esperado, como tem acontecido com a Febre do Oropouche no Amazonas.

 

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Mosquito maruim transmissor da Febre  do Oropouche — Foto: Gato Júnior, da Rede Amazônica

Mosquito maruim transmissor da Febre do Oropouche

Foto: Gato Júnior, da Rede Amazônica

 

Em situação de surto, o aumento repentino de casos leva em conta a ocorrência da doença em uma área específica durante um determinado período de tempo.

 

Entenda o que é Febre do Oropouche


A Febre do Oropouche é transmitida principalmente por mosquitos. Depois de picarem uma pessoa ou animal infectado, os mosquitos mantêm o vírus em seu sangue por alguns dias. Quando esses mosquitos picam outra pessoa saudável, podem passar o vírus para ela.

 

Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas da doença são parecidos com os da dengue e da chikungunya:

 

Dor de cabeça;
dor muscular;
dor nas articulações;
náusea
e diarreia.


Embora a Febre do Oropouche possa causar complicações sérias, como meningite ou encefalite, que afetam o sistema nervoso central, esses casos são raros. A doença não possui tratamento específico.

 

A identificação dos casos confirmados da arbovirose é feita a partir de investigação dos descartados de dengue. A confirmação ocorre por critério laboratorial ou clínico-epidemiológicos.

 

Casos de Febre do Oropouche no Amazonas


Até o momento, o Amazonas conta com 1.674 casos confirmados para Febre do Oropouche. Os dados constam no Informe Epidemiológico das Arboviroses, que se refere ao período de 1° de janeiro a 29 de fevereiro de 2024.

 

O último informe com a atualização no número de casos da arbovirose foi divulgado, na quinta-feira, 29, pela Fundação. Os informes são divulgados, semanalmente, às quintas-feiras.A identificação de Febre do Oropouche ocorre a partir de investigação dos descartados de dengue, segundo o órgão. A confirmação é feita por critério laboratorial.

 

Enfretamento à Oropouche

 

Mosquito que transmite o vírus oropouche é conhecido como maruim ou pólvora e mede 2 milímetros — Foto: Reprodução/EPTV

Mosquito que transmite o vírus oropouche é conhecido como

maruim ou pólvora e mede 2 milímetros 

Foto: Reprodução/EPTV

 

A Fundação de Vigilância em Saúde ressalta que, para o enfrentamento da doença, tem desenvolvido ações de mobilização social. Entre as ações, tem feito distribuição de materiais educativos, promoção e apoio em eventos alusivos ao combate às arboviroses.

 

Também tem feito veiculação em mídia de informativos para eliminação de criadouros. Segundo a fundação, esta é uma das estratégias para evitar criadouros do mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou meruim.

 

Prevenção

 

Febre oropouche, que atinge o Amazonas, tem sintomas como os da dengue

Foto: Reprodução Google


As medidas de prevenção contra a Febre do Oropouche envolvem evitar a picada do mosquito infectado.

 

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O órgão recomenda que ao adentrar em locais de mata e beira de rios, a população deve fazer uso de repelentes e roupas compridas, além de usar cortina e mosquiteiros em áreas rural e silvestre. 

 

Fonte: com informações Portal G1

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