Falência do SVB e turbulências no Credit Suisse derreteram ações de principais índices do mercado financeiro, segundo o ?FT?
O colapso do SVB (Silicon Valley Bank), do Signature Bank e os temores com o futuro do Credit Suisse fizeram com que bancos dos Estados Unidos, Europa e Japão perdessem US$ 459 bilhões (R$ 2,4 trilhões) em valor de mercado em março, segundo o jornal Financial Times.
A queda foi a mais acentuada desde o início da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020. Representa um recuo de 16% no valuation das instituições financeiras.
O recuo mais forte foi registrado no índice norte-americano KBW Bank, com baixa de 18% ao longo do mês. O europeu Stoxx 600 caiu 15%, e o japonês Topix, recuou 9%.
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Foto: Reprodução/Poder 360
Na 3ª feira (14.mar), a diretora do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos), Michelle Bowman, disse que o sistema bancário norte-americano é “resiliente” e tem “base sólida, com forte capital e liquidez em todo o sistema”.
Antes, na 2ª feira (13.mar), o comissário de Economia da União Europeia, Paolo Gentiloni, já havia dito que as falências não apresentavam risco de contágio para o bloco europeu.
O governo dos Estados Unidos agiu para assegurar saques de clientes cujos depósitos estivessem hospedados nos bancos que quebraram. O presidente Joe Biden também disse que iria responsabilizar os culpados pelas falências.

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Comunicado publicado pelo Credit Suisse Group AG na 3ª (14.mar) com relatos de “fragilidades materiais” em seus balanços financeiros dos últimos 2 anos, no entanto, voltou a trazer incertezas sobre a disseminação de uma crise no sistema bancário mundial e provocou turbulência no mercado financeiro.
O clima arrefeceu quando o Credit Suisse anunciou, na noite da 4ª feira (15.mar), que tomaria um empréstimo de US$ 54 bilhões (cerca 50 bilhões de francos suíços) do Banco Central da Suíça por meio de uma linha de empréstimo coberta e uma linha de liquidez de curto prazo.
Mesmo assim, a volatilidade prejudicou a confiança de bancões considerados mais sólidos, como o Goldman Sachs, que perdeu US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão) em operações. Títulos do Tesouro norte-americano também caíram no ritmo mais acentuado desde 1987.
No Brasil, o Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), fechou aos 101.981,53 pontos na 6ª feira (17.mar.2023). O resultado representa uma queda de 1,40% em relação ao dia anterior. Na semana, recuou 1,58%.
Fonte: com informações do Portal Poder 360
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