Ciro Gomes lança pré-candidatura à Presidência
Com ataques aos potenciais adversários Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva e Sergio Moro, o ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes lançou nesta sexta-feira sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PDT, em convenção nacional do partido realizada de forma virtual em decorrência da Covid-19.
Em sua quarta possível disputa presidencial, Ciro fez um duro discurso contra adversários na linha do slogan de pré-campanha “A Rebeldia da Esperança”, cunhado pelo marqueteiro João Santana.
O marqueteiro ficou famoso por ter feito campanhas presidenciais vitoriosas para Lula e Dilma Rousseff pelo PT, mas depois chegou a ser preso e condenado pelas investigações da operação Lava Jato.
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No discurso, Ciro disse que quer juntar a rebeldia, a esperança e um novo e generoso projeto nacional de desenvolvimento para se criar um projeto de toda uma nação. Atacou duramente Bolsonaro (PL), Lula (PT) e Moro (Podemos) — trio que, segundo pesquisas de intenção de voto, tem aparecido na frente na corrida presidencial.
“A incompetência de Bolsonaro apenas agravou uma situação que piorava ano após ano e a pandemia, em si mesmo, apenas sacudiu instrumentos, políticas e instituições já carcomidas por décadas e foi potencializada criminosamente pela política genocida”, disse.
Quanto a Lula, de quem foi ministro da Integração Nacional no primeiro mandato do petista, Ciro disse que o ex-presidente repetiu um modelo econômico de governos passados, apenas com um aceno para a área social.
“A formulazinha descarada do paz e amor é a mais descarada fórmula de servidão e corrupção”, disse.
“Collor escancarou a porteira, Fernando Henrique preparou a mesa do banquete e Lula condimentou melhor os pratos. Depois de servir os tubarões, Lula distribuiu, com compaixão de filantropo, as sobras para os mais pobres”, criticou, ao acrescentar que não se deve eleger quem oferece uma “falsa paz e amor”.
O pedetista chamou Moro de “inimigo da República” e disse que o ex-juiz da Lava Jato que tem que ser combatido. Disse que ele teve a “gloria efêmera como juiz”, mas semeou uma série de nulidades, e que como candidato pretende criar uma “esdrúxula corte” para se criar uma espécie de tribunal de exceção que só se viu em regimes autoritários como o nazismo.
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Ciro disse que o atual currículo de Moro é uma “prova cabal do fracasso”. O pedetista fez duros ataques ao ex-ministro de Bolsonaro, contra quem disputa um espaço na chamada terceira via.
Fonte: IstoÉ
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