Eu fui assediada sexualmente e moralmente quando era atriz?, contou Cininha
Na tarde da ultima terça-feira (20), a atriz e diretora Cininha de Paula, de 63 anos, comandou um painel no Festival de Cinema de Vassouras, no Vale do Café. Na ocasião, relatou suas vivências na Rede Globo, onde trabalhou por mais de 30 anos.
“O sofrimento foi inenarrável. Se você estivesse de TPM, tristonha ou no período pré-menstrual, teu chefe falava: ‘Eu não te disse pra você encostar a barriga no fogão e fazer uma comida? Lavar uma louça? O que eu tenho a ver com isso? Eu não mandei você estar aqui. Foi muito doloroso ser diretora.
Eu achei que quando eu fosse passar para a direção o assédio seria menor. Eu fui assediada sexualmente e moralmente quando era atriz”, contou Cininha.
Veja também

Ministro Dias Toffoli manda para 1ª instância ação em que Bolsonaro é réu por incitação ao estupro
Por dia, 11 mulheres são vítimas de violência no Amazonas apenas em 2023
Foto: Reprodução
“Enfrentei todos os tipos de assédio e achei que fosse diminuir quando me tornasse diretora. Os assédios sexuais e morais continuaram. Com a idade, foi diminuindo e ficou somente o moral. Aí foi melhorando. Cantada fiquei recebendo até quase virar vovó. Uma coisa absurda.
Eu já estava sem contrato com a Globo, mas fui no Daniel Filho e ele quis me ajudar. Falou para eu bater na porta do Jorge Fernando e dizer que ele tinha ordenado que eu fosse integrada à sua equipe. Pois bem, fui lá. Cheguei, dei o recado e o Jorge me vetou de novo. E ainda disse: Vá lá reclamar com o Daniel, dizendo que eu não te quero aqui. E eu não fui”, disse em trechos do longo relato.
Cininha de Paula, que é sobrinha do humorista Chico Anysio, deixou a Globo em 2019 e vem se dedicando a projetos em sua área de atuação.
Fonte: com informações da Revista Istoé
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.