17 de Maio de 2026

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Ciência e Tecnologia - 08/03/2024

Ciência brasileira: participação feminina cresce 29% em 20 anos

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Foto: Reprodução Google

Segundo o estudo, em 2022, 49% da produção científica brasileira apresentou pelo menos uma mulher entre os autores

A participação de mulheres como autoras de publicações científicas no Brasil cresceu 29% nos últimos vinte anos. As informações são do relatório da Elsevier-Bori intitulado "Em direção à equidade de gênero na pesquisa no Brasil", lançado nesta sexta-feira, 8/3.

 

Segundo o estudo, em 2022, 49% da produção científica brasileira apresentou pelo menos uma mulher entre os autores. Atualmente, o Brasil ocupa a terceira posição entre os países com maior participação feminina na ciência, entre as nações analisadas (18 países mais a União Europeia), ficando atrás apenas da Argentina e de Portugal, que registram, respectivamente, 52% de publicações científicas com autoras mulheres.

 

De 2018 a 2022, mulheres com até cinco anos de carreira representaram 51% das autorias ou coautorias em publicações científicas, enquanto entre pesquisadores com mais de 21 anos de carreira, essa participação feminina caiu para 36%. O relatório apresenta um levantamento da quantidade de autores homens e mulheres que contribuíram com publicações científicas entre 2002 e 2022, utilizando a base de dados Scopus.

 

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Disparidades nas áreas de conhecimento

 

 

A participação feminina na produção científica nas áreas associadas à Ciência, Tecnologia, Engenharia e Medicina (STEM) aumentou de 35% em 2002 para 45% em 2022. No entanto, o relatório observa uma desaceleração no ritmo de crescimento da participação de mulheres nessas áreas a partir de 2009-2010, quando comparado com o crescimento total de todas as áreas combinadas.

 

Persistem disparidades na participação feminina em diferentes áreas do conhecimento. De acordo com os dados do relatório, a participação feminina de 2018 a 2022 ultrapassa os 60% em áreas como Enfermagem (80%), Farmacologia, Toxicologia e Farmacêutica (62%) e Psicologia (61%), enquanto permanece abaixo dos 30% em áreas como Matemática (19%), Ciência da Computação (21%) e Engenharia (24%).

 

Na Enfermagem e Psicologia, houve uma diminuição de 3,4 e 3,1 pontos percentuais, respectivamente, na presença de autoras mulheres ao longo de uma década, sugerindo um maior equilíbrio entre homens e mulheres na publicação. Por outro lado, as áreas de Economia, Econometria e Finanças, Negócios, Administração e Contabilidade, Ciências Ambientais e Veterinária registraram o maior crescimento no número de autoras mulheres neste período, com aumentos de 9,2 pontos percentuais (economia), 8,0 pontos percentuais (negócios), 6,6 pontos percentuais (ciências ambientais) e 6,0 pontos percentuais (veterinária).

 

“O tema da equidade de gênero na pesquisa no Brasil é multifatorial, conforme as cientistas avançam em suas carreiras vários desafios se apresentam e muitas vezes não há apoio institucional para lidar com essas demandas. Um deles é a maternidade: as bolsistas mulheres de pós-graduação têm o mesmo tempo que os bolsistas homens para entregarem seus projetos, porém muitas vezes elas assumem vários papéis: são mães, esposas, cientistas, responsáveis pelo lar, etc. Como equilibrar todas essas demandas?”, comenta Fernanda Gusmão, Gerente de Soluções para Pesquisa da América Latina da Elsevier.

 

Fotos: Reprodução Google

 

“Acredito também que as mulheres não eram incentivadas a almejar cargos mais elevados na ciência, isso não era visto como algo possível. Apenas recentemente essa visão começou a ser modificada”, acrescenta.

 

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“O MEC criou recentemente um grupo de trabalho para realizar estudos técnicos relacionados à Política Nacional de Permanência Materna nas Instituições de Ensino Superior. Acredito que são iniciativas na direção correta”, complementa. “Nos últimos anos, várias universidades têm criado iniciativas para apoiar e incentivar cientistas mulheres em momentos como a maternidade. Acredito que essas ações irão contribuir para acelerar o alcance da equidade em diferentes áreas do conhecimento”, finaliza.

 

Fonte: com informações do Portal iG 

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