21 de Abril de 2026

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Política - 09/02/2024

Cid disse que Forças Armadas iriam garantir "ato no Congresso", diz Polícia Federal

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Foto: Reprodução/Google

Conversas obtidas pela PF mostram que o tenente-coronel Mauro Cid, que fechou delação premiada e foi o pivô da operação

Ao fechar cerco ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a seus aliados mais próximos, incluindo ex-ministros do seu governo e militares de alta patente, na Operação Tempus Veritatis, a Polícia Federal (PF) cravou que o entorno do ex-presidente articulou e financiou manifestações golpistas após o segundo turno das eleições de 2022.

 

Conversas obtidas pela PF mostram que o tenente-coronel Mauro Cid, que fechou delação premiada e foi o pivô da operação, na época ajudante de ordens de Bolsonaro, ajudou a organizar protestos no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 15 de novembro de 2022, Data da Proclamação da República, e prometeu suporte das Forças Armadas para garantir a segurança dos manifestantes.


O tenente-coronel também ofereceu R$ 100 mil para cobrir gastos com hospedagem e alimentação de manifestantes, além de materiais, e orientou que pessoas fossem trazidas do Rio.

 

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As mensagens foram trocadas com o major das Forças Especiais do Exército Rafael Martins de Oliveira, conhecido como Joe, que segundo a Polícia Federal era o interlocutor de Mauro Cid na "coordenação de diversas estratégias" golpistas. Oliveira é apontado na investigação como um dos responsáveis por organizar o financiamento e dar suporte operacional às investidas antidemocráticas. Ele é um dos alvos da operação.

 

A PF afirma que os diálogos demonstram que os protestos pró-Bolsonaro não nasciam necessariamente da mobilização popular, mas eram incensados a partir da "arregimentação e do suporte direto" do grupo ligado ao ex-presidente. Para os investigadores, o objetivo era demonstrar que as bandeiras golpistas tinham "apoio popular".A informação foi destacada pela Polícia Federal no relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para conseguir autorização para deflagrar a operação.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

"A representação noticia a realização de reuniões por integrantes civis do governo federal e militares da ativa para encaminhar orientações aos manifestantes de como agirem, locais de atuação, além de financiarem e respaldarem suas ações, por meio da Forças Armadas", destacou Moraes ao dar sinal verde para a etapa ostensiva da investigação.Entre os alvos da PF, estão o próprio Bolsonaro, Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Valdemar Costa Neto (presidente do PL), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Almir Garnier Santos (ex-comandante da Marinha).

 

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Os investigados afirmaram, via defesa, que vão cumprir as determinações impostas pela Justiça, mas que ainda não tiveram acesso às investigações para saberem o que pesa contra cada um deles. Braga Netto ainda não se manifestou. 

 

Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense

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