20 de Abril de 2026

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Política - 22/05/2025

Cid afirma ter recebido informações reservadas da PGR sobre investigações

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Foto: Reprodução

declaração indica uma possível comunicação extraoficial entre o então ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro e integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR), à época chefiada por Augusto Aras, com Lindôra Araújo ocupando o cargo de vice-p

Em mensagem enviada em 2 de janeiro de 2023 ao assessor jurídico do Exército, o general Santana Netto (à época ainda coronel), o tenente-coronel Mauro Cid listou os inquéritos nos quais era investigado e encerrou com a seguinte afirmação: "Informação passada de forma reservada pelo PGR e pela V PGR Lindora."

 

A declaração indica uma possível comunicação extraoficial entre o então ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro e integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR), à época chefiada por Augusto Aras, com Lindôra Araújo ocupando o cargo de vice-procuradora-geral.

 

Na mensagem, Cid sugere ter obtido diretamente com as autoridades responsáveis as informações sobre os inquéritos em que era alvo — ainda que, em tese, essas mesmas autoridades deveriam estar conduzindo investigações imparciais contra ele.

 

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A PGR tem a atribuição de investigar e oferecer denúncias contra autoridades com foro privilegiado, como o presidente da República, ministros de Estado, parlamentares e outras figuras de alto escalão. Como os inquéritos que envolviam Cid também citavam o então presidente Jair Bolsonaro, os casos tramitavam sob o sigilo próprio de processos de foro especial.

 

 

Fotos: Reprodução/Internet

 

Segundo fontes, alguns dos encontros entre Mauro Cid e representantes da PGR contaram com a presença de Lindôra Araújo, que auxiliava Augusto Aras nos casos criminais mais delicados. Aras esteve à frente da PGR de setembro de 2019 a setembro de 2023. Durante sua gestão, arquivou mais de uma centena de procedimentos contra o ex-presidente Bolsonaro e foi alvo de críticas de subprocuradores, especialmente em 2021, por sua resposta considerada branda diante das ameaças do então presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

 
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Em fevereiro deste ano, Aras declarou, em entrevista, que as visitas a Bolsonaro aconteciam bimestralmente e duravam cerca de 15 minutos. Afirmou ainda que os encontros não envolviam temas institucionais: “Zero conversa de ordem estatal. Só futebol”, disse. As revelações contidas na mensagem de Cid reacendem os questionamentos sobre a atuação da PGR no período e sobre a possível quebra de imparcialidade nas investigações envolvendo membros do governo Bolsonaro.
 

 

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