Ex-presidente pousou nesta quinta-feira de manhã em Brasília, após quase três meses nos Estados Unidos
O vôo do ex-presidente Jair Bolsonaro pousou em Brasília na manhã desta quinta-feira. Foram 89 dias em solo americano, esperando até que “a poeira baixasse”, nas palavras de seus aliados mais próximos. A viagem em si, pelos relatos publicados agora cedo pela imprensa, foi tranquila. Mas a chegada ao Brasil é um choque de realidade para o ex-presidente.
Poucas semanas atrás, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou nas redes sociais um vídeo messiânico sobre o retorno de seu pai ao País. As imagens foram apagadas poucos minutos depois, porque davam uma data errada sobre a volta do ex-presidente. Mas o que se via naquele vídeo era um Bolsonaro ovacionado por multidões. Um líder que estava prestes a assumir uma espécie de missão divina, para resgatar o Brasil do lulopetismo.
Essa era a expectativa. A realidade é um Jair Bolsonaro menor do que aquele que deixou o Brasil após as eleições presidenciais. A grande festa que ele esperava ter na chegada ao aeroporto foi frustrada por um esquema de segurança armado com o objetivo de evitar o quebra-quebra. Tal prevenção é herança deixada pelo próprio bolsonarismo, resultado do trágico 8 de janeiro organizado pelas mesmas forças que torciam pela volta de Bolsonaro ao Brasil.
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Foto: Reprodução
Poucas horas antes do embarque, Bolsonaro também teve a notícia de que mal pisaria no Brasil e já estaria sujeito ao escrutínio das autoridades. Alvo de várias investigações, o ex-presidente terá que depor no dia 5 de abril no caso considerado por seus adversários o mais emblemático de todos: as joias multimilionárias que ganhou de presente da Arábia Saudita e das quais se apropriou enquanto ainda estava no exercício do cargo.

Bolsonaro assume cargo de presidente de honra do PL e terá
renda de quase R$ 86,5 mil (Fotos: Reprodução)
Bolsonaro ainda é enorme, reconhecem seus adversários. O time do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabe da importância que tem o retorno do ex-presidente ao Brasil. Ao PT, foi delegada a missão de fazer o contraponto ao rival e evitar uma antecipação da corrida presidencial de 2026. Aos ministros e demais membros do governo, a ordem é fazer o projeto político de Lula andar. Um governo paralisado seria um prato cheio para Bolsonaro.
Fonte: com informações da Revista Veja
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