22 de Abril de 2026

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Meio Ambiente - 22/04/2026

Cheias no Amazonas: sobe para 15 o número de municípios em emergência, segundo Defesa Civil

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Foto: Reprodução/Google

A enchente já é realidade em Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá e Tonantins.

É praticamente certa a ocorrência de mais uma grande cheia no Amazonas neste ano, com rios devendo superar a cota de inundação em municípios importantes, como Manaus e Manacapuru. Ontem, o número de municípios em situação de emergência subiu para 15. O novo boletim do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais estima que 112.835 pessoas já estão sendo afetadas pelas inundações em todo o Amazonas.

 

Cabe ao poder público tomar as providências necessárias para mitigar o sofrimento da população. É o que está fazendo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas), que ainda em março orientou gestores municipais e autoridades de saúde a respeito da inundação. O documento plano de contingência para assegurar a continuidade da assistência à saúde, atualização do sistema vacinal para doenças como hepatite, tétano e raiva, comuns em período de inundação, e distribuição de hipoclorito de sódio para o tratamento da água em situações emergenciais.


A Defesa Civil também já está se mobilizando, enviando kits de purificação de água e outros materiais para comunidades afetadas. A enchente já é realidade em Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá e Tonantins. Outros quatro municípios estão em alerta: Amaturá, Envira, Pauini e São Paulo de Olivença.

 

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Não se trata de uma situação nova; nas últimas décadas, o Amazonas tem enfrentado cheias recordes com uma frequência alarmantemente maior. O fenômeno raro que ocorria uma vez em décadas, agora ocorre, em média, a cada quatro anos. É o novo normal. Poder público e sociedade precisam se adaptar. Não se pode mais argumentar surpresa quando as ruas estiverem alagadas e comunidades, isoladas.

 
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É um desafio para ser superado em todas as frentes. Cabe às prefeituras identificar as áreas mais vulneráveis e avaliar providências para proteger a população. O ideal é que o planejamento seja realizado de maneira integrada, com cada ente adotando medidas complementares e articuladas. Com união, organização e preparo antecipado, o Amazonas pode passar por mais esta nova grande cheia com menos danos e sofrimento atenuado, resguardando a saúde e a segurança da população. 

 

Fonte: com informações Acrítica

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