Atolados na política até o pescoço, comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica pediram troca antes que o novo presidente suba a rampa do Palácio do Planalto por razão mesquinha e pequena
A vergonhosa crise de politização das Forças Armadas, incentivada e agravada durante a gestão do futuro ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está longe de ter uma solução e ganhou um novo episódio nos últimos dias.
Os comandantes das três Forças Armadas, general Marco Antônio Freire Gomes (Exército), almirante de esquadra Almir Garnier Santos (Marinha) e tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Júnior (Aeronáutica), exigiram a troca de comando em suas respectivas organizações militares antes da posse de Lula, o presidente eleito, que ocorrerá em 1° de janeiro de 2023.
O normal seria ocorrer a mudança dos comandantes após a cerimônia que diplomará o novo chefe de Estado, que é o comandante supremo das Forças Armadas, que então passaria aos novos oficiais generais escolhidos por ele a chefia do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
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No entanto, os nomes atuais, que são totalmente ligados ao bolsonarismo e aparelharam ainda mais as já aparelhadas instituições militares do país, querem deixar seus postos o quanto antes e já informaram isso às autoridades do gabinete de transição.
O nome do ex-deputado por cinco mandatos e ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TSE), José Múcio Monteiro Filho, que provavelmente será o ministro da Defesa de Lula, até “agradou” ao generalato atual, embora como servidores militares subordinados ao poder civil eles não tenham que “aceitar” nada, só que os três atuais comandantes preferiram sair antes da posse do petista, e a razão para isso é vergonhosa, pequena e mesquinha.

Fotos: Reprodução
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Interlocutores informaram às figuras protagonistas da transição para o futuro governo Lula que os oficiais generais que comandam atualmente as Forças Armadas não querem prestar continência ao novo presidente, porque se sentiriam “constrangidos”.
Vale lembrar que prestar continência ao presidente da República é uma obrigação de todos os militares, está na lei e é um dever constitucional. Se algum tipo de “constrangimento” for provocado por esse gesto simbólico estará sendo claramente comprovada, apenas, a ilegal e imoral politização das Forças Armadas no país.
Fonte: com informações da Revista Fórum
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