PT lançou oficialmente neste sábado, 7, a chapa Lula e Alckmin para concorrer à presidência do Brasil
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou neste sábado, 7, que não irá levar a ex-presidente Dilma Rousseff, também do Partido dos Trabalhadores, para o governo que pretende fazer com Geraldo Alckmin (PSB), caso a chapa dos dois ganhe a eleição para a Presidência da República nas eleições de 2022. O evento que oficializou a pré-candidatura da chapa Lula-Alckmin ocorreu nesta manhã Expo Center Norte, na Zona Norte da capital paulista.
"Tem muita gente na perspectiva se criar confusão entre nós dois que diz: 'você vai levar a Dilma para o ministério?'. Nem eu vou levar e jamais a Dilma caberia em um ministério. Porque a Dilma tem a grandeza de ter sido a primeira mulher presidente da história deste país. Dilma, você não vai ser ministra, mas vai ser minha companheira de todas as horas como sempre foi", disse Lula no seu discurso.
O evento reuniu lideranças políticas e apoiadores. O encontro começou por volta das 10h30 e a expectativa foi pelo discurso dos dois políticos. Lula compareceu, Alckmin, no entanto, participou apenas de forma virtual, já que foi diagnosticado com Covid-19 na sexta-feira (6).
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Alckmin

O ex-governador de São Paulo foi o primeiro a falar. Diagnosticado com Covid-19, Alckmin lamentou em seu discurso gravado não estar presente no evento, mas agradeceu à vacina por ter tido apenas sintomas leves.
"Absolutamente nada servirá de razão ou pretexto para que eu deixe de apoiar ou defender a volta de Lula à presidência do Brasil", disse Alckmin num discurso mostrado num telão do evento. Ele criticou o atual governo, do presidente Jair Bolsonaro (PL), outro pré-candidato à reeleição. "O Brasil sobrevive hoje ao mais desastroso e cruel governo da sua história. Socialmente injusto e irresponsável. Prometemos hoje ao Brasil um governo realmente democrático."
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"Presidente Lula, mesmo que muitos discordem da sua opinião de que lula é um prato que cai bem com chuchu, o que eu acredito vem ainda se tornar um hit da nossa culinária, quero lhe dizer perante toda a sociedade brasileira: Muito obrigado. Serei um parceiro leal, seriamente compromissado com seu propósito de fazer o Brasil um país mais justo e economicamente mais forte", disse o ex-governador.
"Obrigado presidente Lula por me dar o privilégio da sua confiança", falou Alckmin. "Lula é hoje a esperança que resta ao Brasil".
Lula
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Ao longo do evento, também foram exibidos vídeos no telão com a trajetória de Lula em seus dois governos. Também foi mencionado o período em que o ex-presidente ficou preso pelas investigações da Lava-Jato e a anulação de sua condenação.
Depois de Alckmin, Lula discursou lendo e improvisando. "Hoje é um dia especial, inclusive saio daqui, Haddad, na expectativa de que nós vamos comer chuchu com lula. E acho que a nossa companheira Bella Gil pode abrir um espacinho no restaurante dela de lula e chuchu, que eu acho que vai ser o prato predileto de todo ano de 2022. E esse prato se tornará o prato da moda para o Palácio do Planalto a partir das eleições".
"Tudo o que fizemos e o povo brasileiro conquistou está sendo destruído pelo atual governo", disse o ex-presidente sobre o atual presidente Bolsonaro. "Não vamos desistir, nem eu e nem o nosso povo. A causa pela qual lutamos é o que nos mantém vivos".
"Temos muito a aprender com os povos indígenas", falou Lula. "Defender a nossa soberania é garantir a posse de suas terras aos povos indígenas".
"Nunca um governo como esse que está aí estimulou tanto o preconceito", discursou o pré-candidato.
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A assessoria de imprensa de Lula informou que não haveria coletiva após os discursos.
Apoio de lideranças políticas
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Entre os políticos presentes estão a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o pré-candidato ao governo de SP Fernando Haddad (PT), o líder do MTST Guilherme Boulos (PSOL) e o governador do Maranhão Flávio Dino (PSB), o pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PSB Márcio França, o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) e a deputada federal Luiza Erundina (PSOL). Intelectuais, acadêmicos e lideranças religiosas também estão presentes. A cantora Teresa Cristina cantou o hino nacional na abertura do evento.
Além das lideranças do PT e do PSB, a cerimônia também conta com a presença dos partidos que já declararam apoio formal à chapa: PCdoB, Solidariedade, PSOL, PV e Rede. Centrais sindicais, movimentos sociais e militância das legendas também foram convocadas.
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A expectativa dos organizadores é de que o evento tenha reunido 4 mil pessoas. O material de campanha da chapa "Vamos Juntos pelo Brasil" incorporou as cores da bandeira, além do tradicional vermelho do PT.
A formalização da aliança para efeitos estatutário e de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve ocorrer apenas após 4 e 5 de junho, quando está marcado o Encontro Nacional do PT.
A escolha de Alckmin para a chapa faz parte de uma estratégia para que Lula consiga buscar votos de eleitores mais identificados com o centro.
Segundo apurou o blog da Andréia Sadi, a expectativa da campanha após o lançamento é a de que os dois se dividam em busca de votos: cada um com uma agenda. No caso de Alckmin, um roteiro voltado para religiosos, agronegócio e também eleitores do Sudeste - especialmente São Paulo - onde o PSDB governou por mais de 15 anos, derrotando o PT.

Fotos: Reprodução
De acordo com a última pesquisa Datafolha, Lula tem 43% das intenções de voto no primeiro turno, contra 26% de Jair Bolsonaro (PL).
Fonte: Portal G1
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