22 de Abril de 2026

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Política - 19/07/2023

CGU identifica irregularidades contábeis de R$ 202 bilhões em cinco ministérios da gestão Bolsonaro

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Foto: Reprodução

Auditorias revelam que as distorções identificadas geram demonstrações contábeis que não refletem a situação financeira das pastas

Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) identificaram distorções contábeis que somam R$ 202 bilhões em 5 ministérios do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conforme levantamento realizado pela GloboNews.

 

De acordo com a reportagem, as incongruências nas contas foram constatadas nos seguintes ministérios:

 

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-Agricultura: distorção de R$ 142,9 bilhões

-Infraestrutura: R$ 20,3 bilhões

-Educação: R$ 17,1 bilhões

-Saúde: R$ 15,9 bilhões

-Cidadania: R$ 6,3 bilhões

 

Agricultura

 

 

O ministério que apresentou a maior distorção foi o da Agricultura, que, até a gestão anterior, englobava o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O Incra, responsável pela reforma agrária, possui um patrimônio estimado em R$ 124 bilhões em terrenos, além de R$ 95 bilhões em fazendas, parques e reservas.

 

Após selecionar 155 imóveis para verificar a compatibilidade das avaliações com os valores de mercado, os técnicos da CGU constataram uma defasagem de 63%. Neste caso, a estimativa da CGU é de uma distorção de cerca de R$ 140 bilhões.

 

MEC

 

Fotos: Reprodução

 

A mais recente auditoria realizada no Ministério da Educação (MEC) apontou erros contábeis no valor de R$ 17 bilhões. Durante a análise, foram identificadas 26 inconformidades nas contas do órgão.

 

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Uma das situações encontradas envolve imóveis utilizados por entidades vinculadas ao MEC através de cessão de uso, que foram indevidamente registrados como se pertencessem à própria pasta. Somente esse aspecto causou uma distorção de R$ 1,1 bilhão nas contas.

 

O valor de R$ 17 bilhões, identificado pela auditoria da CGU no MEC, não considera as distorções corrigidas após a notificação. Uma dessas correções refere-se aos dados do Fies, programa de financiamento estudantil, que lançou indevidamente como despesas operações no montante de R$ 124 bilhões.

 

Fonte: com informações do Portal Terra 

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