Estudo brasileiro sobre felicidade mostra que o medo da violência restringe a mobilidade e molda suas rotinas, apesar do otimismo com o futuro
65% das mulheres não se sentem seguras para caminhar sozinhas após o anoitecer, segundo o estudo “O Mapa da Felicidade Real no Brasil 2026”. Desenvolvido pela pesquisadora Renata Rivetti em parceria com o Instituto Ideia, o levantamento traz dados sobre a relação dos brasileiro com o espaço público.
Enquanto isso, apenas 40% dos homens se sentem inseguros. Nesse caso, o medo organiza a rotina das mulheres, restringindo sua mobilidade, lazer e convivência. A insegurança nas ruas é apenas um dos pontos trazidos pela pesquisa.
O bem-estar é afetado por uma desconfiança generalizada, 81% dos brasileiros veem a corrupção no governo e 66% acham que a corrupção está enraizada nas empresas. Para Renata Rivetti, essa falta de previsibilidade externa é um veneno para a felicidade. “Bem-estar não depende apenas de fatores individuais. Ele exige condições externas como segurança, confiança, previsibilidade, que permitem às pessoas viver com mais liberdade”, afirma.
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O peso emocional

Foto: Envato
Viver em um estado de alerta constante cobra um preço alto da saúde mental. 46% dos entrevistados sentiram preocupação frequente no dia anterior, 33% apontam a ansiedade como emoção predominante e 29% convivem com o estresse diariamente. Surpreendentemente, o Brasil apresenta um paradoxo: mesmo com o medo e a descrença institucional, 93% dos brasileiros afirmam ter esperança em dias melhores (67% de forma plena e 27% parcial).
“O brasileiro desconfia das instituições, mas continua acreditando no futuro. Essa resiliência é real, mas não pode ser confundida com ausência de problemas estruturais que precisam ser enfrentados”, explica Renata. Para a realização do estudo, foram ouvidas 1.500 pessoas ao redor do país entre 20 de fevereiro a 1º de março de 2026.
Fonte: com informações da Revista IstoÉ Mulher
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