Centro de Cooperação de Polícia Internacional (CCPI/Amazônia) é composto por agentes de segurança do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela e será inaugurado na terça-feira, 9.
Garimpos ilegais, queimadas, desmatamento e narcotráfico, crimes que muitas vezes ultrapassam as fronteiras brasileiras e que necessitam do apoio das forças de outros países. Para isso foi criado o Centro de Cooperação de Polícia Internacional (CCPI/Amazônia), que será inaugurado em Manaus nesta terça-feira, 9, com a presença do presidente Lula.
O centro conta com agentes de forças de segurança federais dos oito países que compõem a Pan-Amazônia (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela), além de agentes dos nove Estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins). A Polícia Federal coordena e administra as operações.
As ações do CCPI também incluem a cooperação com instituições internacionais como Interpol, Ameripol e Europol. "O trabalho principal aqui é de integração entre essas forças. Trazer todos os representantes desses países e desses estados para cá, para que se elaborem planejamentos operacionais, conjuntos e integrados, para que se dê um combate efetivo à criminalidade na região", explicou o coordenador do CCPI/Amazônia, Paulo Henrique Rocha.
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Segundo as autoridades, a cooperação direta entre as forças de segurança vai facilitar e agilizar o combate a crimes além fronteira. “Era muito dificultoso, porque os crimes eles não tem fronteiras e nós temos que respeitar a soberania. Quando você tem o país trabalhando aqui, lado a lado, sentado do seu lado, você pode fazer essa troca de informações de forma muito mais rápida e de fato ali colaborar para a investigação como um todo”, explicou o delegado de planejamento do CCPI/Amazônia, Adriano Sombra.
A tecnologia vai ser uma das maiores aliadas ao trabalho do Centro de Cooperação de Polícia Internacional. A partir de imagens de satélite, o sistema de segurança mostra em mapa situações de crimes ambientais filtradas na Amazônia brasileira. A cor indica a quantidade de alertas e pode dar início a investigações ou a planos de ação.
O centro começou a funcionar em fase de teste em junho, mas em fevereiro já ajudou na operação que chegou a uma área extensa de garimpo no município de Maués no Amazonas, onde cerca de 50 pessoas foram encontradas em situação semelhante à escravidão. “É essencial que todos esses órgãos entrem em contato e façam alinhamento, Organize as operações para que cada um, dentro da sua expertise, possa levar o serviço público a esse trabalho que é importantíssimo para a região”, diz a procuradora do Trabalho do Ministério Público do Trabalho no Amazonas e Roraima, Joali Oliveira.

Fotos: Reprodução/Google
“Uma parceria que é necessária. Não há, devido à capilaridade, por exemplo, da Polícia Federal, de alcançar certos lugares que o Ministério do Trabalho não alcançaria. E assim a gente consegue unir os esforços para a gente chegar ao nosso objetivo de combate, no nosso caso, ao trabalho, às formas de trabalho análogo à de escravo", ressaltou o auditor-fiscal do Trabalho, Edson Ferreira Rebouças.
Suspeitos de financiar o garimpo ilegal na região foram presos há dez dias também com a ajuda do trabalho de cooperação do centro. Este Michael León Rivera é major da Polícia Nacional do Peru e faz parte da equipe do CCPI. Segundo ele, a defesa da Amazônia está fortalecida. "O Peru tem sérios problemas na Amazônia, que também são compartilhados com outros países da região. Então, entendo que o espírito deste centro é articular e coordenar para obter melhores resultados na luta contra esse tipo de crime.”
Fonte: Com informações G1
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