Prisão foi decretada a pedido da PGR; policiais reagiram e lançaram bombas de efeito moral
Uma ordem de prisão expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), contra um líder indígena bolsonarista acabou em atos de violência nesta segunda-feira (12) em frente à sede da Polícia Federal e em vias de Brasília.
A PF cumpriu o mandado de prisão temporária contra José Acácio Serere Xavante e o conduziu até a sede da corporação, na Asa Norte. O pedido foi da PGR (Procuradoria-Geral da República) que apontou o indígena como um dos integrantes dos atos antidemocráticos na capital federal.
José Acácio participou, entre outros atos, de um em frente ao hotel onde o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está hospedado durante a transição. O local teve a segurança reforçada após o confronto dos bolsonaristas com a polícia começar.
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Apoiadores de Bolsonaro tentam invadir sede da Polícia Federal
em Brasília e vandalizam veículos (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
Com o preso no prédio, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) chegaram ao local e tentaram invadir o prédio da PF. Após serem repelidos pela polícia, os manifestantes foram para outras vias da cidade e passaram a atear fogo em ao menos dois ônibus e em carros. Eles ainda depredaram postes de iluminação.
Vestidos com camisas amarelas e bandeiras do Brasil, os bolsonaristas também quebraram veículos que estavam estacionados próximos ao prédio da PF.
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Foto: Reprodução/Twitter
Policiais que estavam no local reagiram e houve tumulto no local. Bolsonaristas arremessavam pedras, e bombas de efeito moral foram jogadas para tentar conter a depredação.
Por volta das 21h, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que os manifestantes colocaram fogo em carros e ônibus.
Bolsonaristas quebram carros e tentam invadir sede da Polícia Federal
— Metrópoles (@Metropoles) December 12, 2022
Manifestantes vestidos com camisas da Seleção Brasileira quebraram alguns carros estacionados em frente ao prédio da corporação
Leia: https://t.co/3ROMwJJtIr pic.twitter.com/DvbgcT55Cl
"Estão sendo usados o Batalhão de Choque e a Forças Tática da PM durante a ocorrência, que segue em andamento", informou a corporação.
O confronto também fez a Polícia Federal e a PM reforçarem a segurança no prédio onde Lula está hospedado. Policiais do grupo de elite da PF foram enviados para o local e a PM criou um cordão de isolamento na entrada do hotel.
Há ainda agentes da PM com armamento mais pesado que se posicionaram perto do prédio onde Lula está hospedado.
Cenário em Brasília é de guerra diante da investida golpista de apoiadores de Bolsonaro contra o prédio da PF pic.twitter.com/wAO9p7tm0e
— Revista Fórum (@revistaforum) December 13, 2022
Por volta das 21h, era possível ver próximo ao hotel um ônibus pegando fogo.
Às 21h35, a equipe de segurança do hotel orientou quem estava em frente ao prédio a entrar no estabelecimento.
A PGR, diz o STF em nota, argumentou a necessidade de garantia da ordem pública uma vez que a apuração teria indicado a prática pelo indígena dos crimes de ameaça, perseguição e abolição violenta do Estado democrático de Direito.
Além do ato em frente ao hotel, a investigação da PF apontou José Acácio como um dos envolvidos em atos antidemocráticos no Congresso Nacional, Aeroporto Internacional de Brasília, no Park Shopping e na Esplanada dos Ministérios.
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Policial reage contra bolsonaristas radicais que tentaram invadir
prédio da PF em Brasília, na noite desta segunda
(Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Segundo a PGR, José Acácio utiliza sua "posição de cacique do Povo Xavante para arregimentar indígenas e não indígenas para cometer crimes e perseguir Lula e os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso".
"A manifestação, em tese, criminosa e antidemocrática, revestiu-se do claro intuito de instigar a população a tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado democrático de Direito, impedindo a posse do presidente e do vice-presidente da República eleitos."
Para Moraes as alegações da PGR no pedido são graves e apontam para risco, uma vez que o indígena convocou pessoas armadas contra a diplomação de Lula, realizada nesta segunda.
"A restrição da liberdade do investigado, com a decretação da prisão temporária, é a única medida capaz de garantir a higidez da investigação", diz Moraes na decisão.
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Golpistas incendeiam ônibus em Brasília pic.twitter.com/3vQFJqndHx
— Revista Fórum (@revistaforum) December 13, 2022
???????? ATENÇÃO: Bolsonaristas tentam invadir a sede da Polícia Federal em Brasília. PF pediu reforço e revidou com spray de pimenta. pic.twitter.com/vz1WZrSeGs
— Eixo Político (@eixopolitico) December 12, 2022
Fonte: Com informações da Folha de São Paulo
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