30 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Meio Ambiente - 23/12/2025

Catástrofes naturais em 2025: perdas econômicas mundiais, seguro e desafios climáticos

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

Essa queda foi impulsionada por uma temporada de furacões no Atlântico Norte menos severa, apesar de a intensificação de outros fenómenos climáticos continuar a gerar elevados impactos em diversas regiões do planeta.

As perdas económicas causadas por catástrofes naturais no mundo em 2025 foram estimadas em cerca de 220 mil milhões de dólares (aproximadamente 187 mil milhões de euros), uma redução de quase um terço em comparação com o ano anterior, de acordo com dados preliminares da resseguradora suíça Swiss Re. Essa queda foi impulsionada por uma temporada de furacões no Atlântico Norte menos severa, apesar de a intensificação de outros fenómenos climáticos continuar a gerar elevados impactos em diversas regiões do planeta.

 

Fatores que influenciaram a queda global em 2025

 

 

A temporada de furacões no Atlântico Norte em 2025 terminou com 13 tempestades, incluindo três furacões de categoria 5 (Erin, Humberto e Melissa), mas por nenhum ter atingido os Estados Unidos, o que ajudou a reduzir significativamente as perdas económicas totais em comparação com anos anteriores. O furacão Melissa foi o mais dispendioso do ano, com custos segurados estimados em até 2,5 mil milhões de dólares, afetando sobretudo a Jamaica, o Haiti e Cuba.

 

Veja também 

 

Prefeitura e Idesam lançam projeto para restaurar 70 hectares em Unidades de Conservação de Manaus

Solstício de verão: dia mais longo do ano acontece hoje com a chegada da nova estação

 

Apesar da diminuição global, 2025 foi o sexto ano consecutivo em que as perdas seguradas ultrapassaram os 100 mil milhões de dólares, refletindo a continuidade e a intensidade dos eventos extremos.

 

O papel dos seguros e das tempestades severas

 

As perdas seguradas em 2025 foram estimadas em cerca de 107 mil milhões de dólares, uma queda de cerca de 24 % em relação a 2024. Mesmo assim, este valor demonstra a persistente pressão econômica sobre o setor de seguros, com eventos como tempestades convectivas severas — acompanhadas de ventos intensos, granizo e tornados — contribuindo com cerca de 50 mil milhões de dólares em custos.

 

Brasil: inundações, riscos e impactos relacionados ao clima

 

 

Embora o foco global tenha sido a diminuição geral dos prejuízos em 2025, o Brasil segue na lista de países altamente expostos a desastres naturais, especialmente eventos hidrológicos como inundações e enxurradas. Segundo dados de 2025, o Brasil tem cerca de 2,6 mil municípios em risco alto ou muito alto de desastres naturais, incluindo inundações, secas e deslizamentos de terra, evidenciando a vulnerabilidade do país frente às mudanças climáticas.

 

Eventos recentes no sul do Brasil também ilustram a gravidade da situação climática no país. Chuvas intensas no estado do Rio Grande do Sul nos últimos anos resultaram em enchentes históricas, afetando milhões de pessoas, provocando perdas econômicas bilionárias e deixando grandes áreas submersas, com interrupção de serviços públicos, infraestrutura danificada e impactos diretos na agricultura e na economia local.

 

Além disso, estudos e boletins meteorológicos nacionais apontam para alertas frequentes de extremos pluviométricos e elevados níveis de rios em várias bacias do país, destacando a necessidade de políticas públicas focadas em redução de risco, planejamento urbano e adaptação climática.

 

Desafios mundiais e implicações de longo prazo

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Especialistas em clima destacam que, mesmo com a queda nas perdas totais em 2025, a tendência de eventos climáticos extremos continua em alta globalmente, impulsionada pelo aquecimento global, urbanização em áreas de risco e alterações nos padrões de precipitação. As catástrofes não só geram elevados custos económicos, como também têm efeitos sociais profundos, incluindo deslocamento de populações, interrupção de atividades produtivas e sobrecarga de sistemas de saúde e infraestrutura. Relatórios científicos recomendam investimentos em infraestrutura resiliente, sistemas de alerta precoce e políticas de mitigação e adaptação eficazes como formas de reduzir tanto perdas humanas quanto materiais.

 

O ano de 2025 apresenta um quadro misto no panorama dos desastres naturais: uma redução global das perdas económicas associadas a catástrofes, impulsionada por uma temporada relativamente menos severa no Atlântico Norte, mas com continuidade de altos custos segurados e forte impacto em países expostos, como o Brasil. A persistência de eventos extremos destaca a urgência de ações coordenadas entre governos, setor privado e comunidades para fortalecer a resiliência climática e reduzir a vulnerabilidade frente às mudanças climáticas.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

Links:
Swiss Re – estimativas de perdas por desastres naturais em 2025
https://today.rtl.lu/news/business-and-tech/economic-losses-from-natural-disasters-down-by-a-third-in-2025-swiss-re-759859561 (reportagem com dados globais)
Brasil tem 2,6 mil municípios em risco de desastres naturais
https://www.uol.com.br/ecoa/noticias/deutsche-welle/2025/06/11/brasil-tem-26-mil-municipios-em-risco-de-desastres-naturais.htm (dados sobre risco climático no Brasil)
Boletins do CEMADEN – monitoramento de extremos pluviométricos
https://www.gov.br/cemaden/pt-br/assuntos/monitoramento/boletim-de-impactos (fontes oficiais de alertas e análises de eventos climáticos)
 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.