Informe Epidemiológico destaca queda nos registros de SRAG entre janeiro e maio de 2025
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), divulgou na segunda-feira, 02/06, uma redução nos casos e óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados a vírus respiratórios. O novo Informe Epidemiológico está disponível no site fvs.am.gov.br.
Entre 1º de janeiro e 31 de maio de 2025, foram notificados 586 casos de SRAG por vírus respiratórios no Amazonas. O número representa uma queda de 30,6% em comparação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 844 casos.
O número de óbitos também apresentou recuo. Foram 34 mortes registradas em 2025, contra 41 no ano anterior — uma redução de 17,1%. Das mortes confirmadas neste ano, 20 foram causadas por Covid-19, 11 por influenza A, duas por influenza B e uma por parainfluenza.
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Nas três últimas semanas analisadas (12 a 31 de maio), os grupos mais afetados foram bebês com menos de 1 ano (38%), crianças de 1 a 4 anos (30%) e idosos com 60 anos ou mais (13%). Também foram registradas ocorrências em outras faixas etárias: de 5 a 9 anos (9%), 20 a 39 anos (6%), 10 a 19 anos (2%) e de 40 a 59 anos (2%).
No monitoramento laboratorial do período, os vírus mais detectados pelo Lacen-AM, laboratório estadual de saúde pública, foram o rinovírus (47,1%), influenza A (40,6%), influenza B (7,6%), adenovírus (6,2%), vírus sincicial respiratório (5,5%) e enterovírus (0,6%).
Rede de assistência
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A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, destacou que o controle dos casos é resultado da atuação conjunta entre as áreas de vigilância e assistência. Atualmente, o Amazonas conta com 17 unidades de referência para atendimento a casos de SRAG, com profissionais treinados e estrutura adequada para triagem, testagem e tratamento.
Entre as estratégias adotadas, a triagem de pacientes com sintomas respiratórios, testagem rápida para Covid-19, exames laboratoriais para outros vírus e programas como o Alta Oportuna têm sido fundamentais. Este último fornece kits de medicamentos e orientações aos responsáveis por crianças após a alta hospitalar, reduzindo a reincidência e a sobrecarga dos prontos-socorros infantis.
Prevenção
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Fotos: Reprodução/Google
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, reforça que medidas simples seguem sendo essenciais para conter a disseminação dos vírus respiratórios: higienização frequente das mãos, uso de máscara por pessoas com sintomas, prática da etiqueta respiratória e evitar aglomerações.
Ela também ressalta a importância da vacinação contra Covid-19 e Influenza, disponíveis em toda a rede pública do Amazonas. Crianças menores de seis meses devem ser especialmente protegidas, evitando exposição a ambientes com maior risco de contágio. A SES-AM reforça que casos leves devem ser inicialmente atendidos nas Unidades Básicas de Saúde. Em casos mais graves, é fundamental buscar atendimento hospitalar.
Fonte: com informações do Diário da Capital
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