Episódios como o do artefato com explosivos e fezes em ato do ex-presidente Lula no Rio fizeram com que agendas fossem readequadas
Episódios recentes de violência relacionados à política aumentaram a preocupação das pré-campanhas com a segurança dos pré-candidatos à Presidência da República e fizeram com que agendas fossem readequadas.
Na quinta-feira, um artefato com explosivos e fezes foi detonado em ato do ex-presidente Lula no Rio. Um evento com o petista já tinha sido alvo de um drone com “água de esgoto” em Uberlândia (MG), segundo a militância. E o carro do juiz responsável pela ordem de prisão contra o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi alvo de um ataque com excrementos e ovos. Nos dois primeiros casos suspeitos foram presos, e a Polícia Federal abriu inquérito para investigar o atentado contra o juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal de Brasília.
No ato na Cinelândia, no Centro do Rio, na noite de quinta-feira (7), Lula usou um colete à prova de balas. Além da polícia, seguranças privados contratados pela organização do ato atuaram no local. Em eventos pelo país, a própria militância tem sido usada para fazer cordões de isolamento e dar uma “ajuda extra” nessa área.
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O general Gonçalves Dias, que ficou conhecido como a “sombra” de Lula em seus dois mandatos presidenciais, voltou a fazer parte da equipe de segurança do petista, segundo a colunista Bela Megale, do GLOBO. Chamado de GDias, sua função é cuidar dos eventos externos da pré-campanha.
A Polícia Federal e as pré-campanhas à Presidência começaram a definir os nomes que estarão à frente da segurança dos candidatos durante o período eleitoral. No caso da campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro, a segurança fica sob responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão vinculado ao Palácio do Planalto.
Ambiente controlado
A tensão no período eleitoral já preocupa o entorno de Bolsonaro. Segundo interlocutores, o titular do Palácio do Planalto tem feito perguntas acerca dos riscos a locais a que tem viajado pelo país. Atingido por uma facada na campanha de 2018, Bolsonaro anda de colete à prova de balas, mas, apesar de às vezes demonstrar preocupação de ser atacado novamente, costuma não seguir à risca as recomendações de sua segurança pessoal, o que obriga o reforço na equipe que faz a proteção ao presidente.
O GSI, chefiada pelo ministro Augusto Heleno, não divulga o número do efetivo que acompanha o presidente, mas a equipe já vem sendo reforçada com a proximidade da campanha eleitoral.
Fonte: Portal iG
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