04 de Junho de 2026

NOTÍCIAS
Direitos da Mulher - 09/04/2026

Cartilha do Governo Federal promete agilizar medidas protetivas e ampliar proteção às mulheres no Brasil

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

Documento do Ministério das Mulheres busca padronizar procedimentos, reduzir prazos e melhorar resposta do sistema de justiça em casos de violência doméstica

Por Maria Santana Souza - O Ministério das Mulheres lançou uma cartilha com diretrizes para a tramitação de medidas protetivas de urgência, com o objetivo de acelerar o atendimento a vítimas de violência doméstica e fortalecer a rede de proteção no país.

 

A iniciativa foi apresentada durante o Encontro Nacional de Gestoras de Políticas Públicas para as Mulheres, realizado em Fortaleza, e surge como resposta a um dos principais gargalos do sistema de justiça: a demora e a desigualdade no acesso às medidas protetivas.

 

O material orienta a aplicação de instrumentos previstos na Lei Maria da Penha, considerada referência internacional no enfrentamento à violência contra a mulher, mas que ainda enfrenta desafios para garantir efetividade em todo o território nacional.

 

Veja também 

 

Cerca de 78% das mulheres apontam que as empresas deixam pauta de gênero em segundo plano

'Quem respeita mulher, não precisa temer a lei', diz defensora

Padronização e rapidez na concessão de medidas

 

 


A principal proposta da cartilha é padronizar procedimentos em todo o país. A intenção é reduzir o tempo entre a denúncia e a concessão das medidas protetivas.

 

Na prática, a medida busca evitar atrasos que podem colocar vítimas em risco. Em muitos casos, o intervalo entre o registro da ocorrência e a decisão judicial é considerado decisivo para a segurança da mulher. Além disso, o documento estabelece orientações para tornar mais ágil a comunicação entre os órgãos responsáveis pelo atendimento.

 

Integração entre instituições e melhoria no atendimento

 


A cartilha também reforça a necessidade de atuação integrada entre:

 

• Judiciário;
• Ministério Público;
• Defensoria Pública;
• forças de segurança.

 

Segundo o governo, a proposta é alinhar procedimentos e reduzir desigualdades regionais, especialmente em áreas onde o acesso à justiça é mais limitado. Outro ponto destacado é a busca por maior segurança jurídica. Com fluxos mais claros, a expectativa é reduzir decisões divergentes e garantir maior consistência na aplicação das medidas protetivas.

 

Tecnologia e monitoramento entram no foco

 

 


A iniciativa dialoga com ações do Conselho Nacional de Justiça, que tem defendido a modernização do sistema de monitoramento de medidas protetivas.

 

Entre as estratégias em discussão estão:

 


• uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores;
• sistemas digitais de acompanhamento em tempo real;
• integração de bancos de dados entre instituições.

 

A expectativa é aumentar a efetividade das medidas e reduzir casos de descumprimento.

 

Avanço importante, mas desafios permanecem

 

 


Apesar de ser considerada um avanço, especialistas apontam que a efetividade das medidas protetivas depende de fatores estruturais. Entre os principais desafios estão:

 

• capacitação contínua de profissionais;
• ampliação da rede de atendimento;
• investimentos em tecnologia;
• fortalecimento de políticas públicas nos municípios,

 

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que milhares de mulheres ainda enfrentam dificuldades para obter proteção imediata, mesmo após denunciar agressões.

 

Posicionamento do Portal Mulher Amazônica

 

 


O Portal Mulher Amazônica avalia que a iniciativa é necessária, especialmente diante da realidade de regiões com maior vulnerabilidade social, como a Amazônia. No entanto, o portal reforça que a criação de diretrizes não garante, por si só, mudanças concretas. Para que a cartilha tenha impacto real, é necessário:

 

• implementação efetiva nos estados e municípios;
• fiscalização contínua;
• investimento público consistente;
• compromisso institucional com a proteção das mulheres.

 

A avaliação é de que a proteção não pode depender apenas de normas, mas de um sistema que funcione de forma ágil, integrada e eficiente.

 

Como acessar a cartilha

 

 

Fotos: Reprodução/Google 


A cartilha está disponível gratuitamente no site oficial do Governo Federal, em formato digital. O material pode ser acessado por profissionais da área e pela sociedade civil.


https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/publicacoes/CartilhaViolnciasexualversodigital.pdf
https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/publicacoes/CartilhaLeiMariadaPenhaversodigital.pdf

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

Fontes:
Ministério das Mulheres
Conselho Nacional de Justiça
Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Lei Maria da Penha
 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.