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Mulher na Política - 24/03/2022

Cármen Lúcia diz que ainda há preconceito contra mulheres em cargos importantes

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Foto: Reprodução

A Ministra Cármen Lúcia, do STF

A desigualdade da proporção de homens e mulheres em cargos de chefia na administração pública foi tema central de debate realizado nesta quinta-feira (24), em Brasília, com a presença da ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia.

 

O Brasil, segundo a ministra, ainda tem um olhar de preconceito contra a presença feminina em cargos importantes e tem um raciocínio no qual "uma autoridade é homem e a mulher é do lar".

 

"É difícil superar isso. Eu não estou falando das pessoas que tomam as decisões, estou falando das pessoas que refletem as decisões tomadas desde sempre no Brasil", afirmou Cármen Lúcia.

 

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"Mesmo entre nós da administração pública, com dever da impessoalidade, essa cultura de preconceito e desvalorização contra a mulher é presente, e não dá mais para esperar", disse.

 

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O debate, sobre protagonismo feminino na administração pública, foi organizado pelo Consad (Conselho Nacional de Secreta?rios de Estado da Administrac?a?o), em congresso que debate os principais temas que envolvem a administração pública brasileira, como reforma administrativa, inovação e sustentabilidade.

 

O evento, que conta com apoio da Folha, acontece até quinta no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

 

Também participaram do debate a prefeita de Caruaru (PE), Raquel Lyra (PSDB), a deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), a secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura, Natália Marcassa, e a secretária de planejamento e gestão de Minas Gerais, Luísa Barreto.?

 

Em consenso, elas entendem que é necessário ampliar o papel da mulher na administração pública, mas que tem havido avanços nos últimos anos nesse sentido.

 

"A visão feminina da gestão muda de fato as políticas públicas e consegue transformar a vida de todas as mulheres", afirmou Luísa Barreto.

 

Segundo Raquel Lyra, as mulheres precisam ocupar mais espaços de poder para permitir que a "capacidade de construir de um jeito diferente" possa influenciar "a forma de ver, de fazer, de construir política pública e de executá-las".

 

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Raquel Lyra (Fotos: Reprodução)

 

 Fonte: Folha de São Paulo

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