Atual presidente da Corte eleitoral defendeu seu antecessor das acusações de que Alexandre Moraes teria usado o gabinete fora do rito formal
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, defendeu, nesta quinta-feira, 15/8 , o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), das acusações de que ele teria usado mensagens, de forma não oficial, para ordenar que a Justiça Eleitoral produzisse relatórios com o objetivo de embasar decisões no inquérito das fake news. A magistrada disse que seu antecessor foi “um grande presidente” e “cumpriu um enorme papel nas eleições de 2022”.
A declaração foi dada no início da sessão desta quinta do TSE. Segundo ela, a fala era em nome de toda a Corte.“Antes de dar início a esta sessão eu gostaria de fazer duas observações em nome do TSE.Primeira delas, a propósito de notícias que têm sido veiculadas a respeito do ex-presidente desta casa, ministro Alexandre de Moraes. Um grande ex-presidente, que cumpriu um enorme papel, como é de conhecimento geral do país, nas eleições de 2022”, disse a ministra.
A Folha afirmou ter acesso a 6 gigabytes de mensagens e arquivos trocados via WhatsApp por auxiliares de Moraes. Segundo o jornal, o ministro “escolhia" pessoas a serem investigadas pelo órgão de combate à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), comandado por ele entre 2022 e 2024. As mensagens, segundo o veículo, mostram que o setor de combate à desinformação do TSE foi "usado como braço investigativo do gabinete do ministro no Supremo". Revelam, também segundo o jornal, um "fluxo fora do rito envolvendo os dois tribunais [TSE e STF]".
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Foto: Reprodução/Google
Assim como outros ministros do STF que também defenderam Moraes ontem, Cármen Lúcia destacou que todos os trâmites do ministro foram formais.
"O TSE tem um único objetivo de garantir a lisura, a transparência e a segurança do processo eleitoral. Nós nos comprometemos com isso permanentemente, assim tem sido feito. Aqui, todas as condutas, inclusive dos presidentes, devem ser formais para serem seguras e para garantir a liberdade do eleitor no exercício do seu dever de votar", disse a presidente do TSE.
Fonte: com informações Correio Braziliense
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