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Saúde - 27/11/2025

CardioInterv 2025 mostra, ao vivo, as técnicas que estão transformando a cardiologia intervencionista

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Foto: Reprodução/Google

Evento reúne líderes mundiais, promove 12 procedimentos transmitidos em tempo real e discute avanços que podem revolucionar o diagnóstico e o tratamento das doenças cardíacas

Poucos eventos na medicina cardiovascular conseguem unir, no mesmo palco, conhecimento científico, demonstração prática e decisões tomadas ao vivo em cenários de alta complexidade. O CardioInterv 2025, que acontece de 26 a 28 de novembro no Hospital Cardiológico Costantini, traz para Curitiba uma programação inédita com 12 procedimentos ao vivo, palestras magistrais e debates que miram um dos maiores desafios da cardiologia moderna: reduzir o risco de eventos fatais em pacientes que, muitas vezes, não apresentam sintomas prévio algum.

 

Entre as discussões mais esperadas está a análise crítica do ISCHEMIA Trial, apresentada pelo renomado Dr. Gregg W. Stone, e sua relação com as mais modernas técnicas de imagem. A palestra dialoga diretamente com dados trazidos pelo Dr. José Antonio Franchini Ramires, que reforçam uma realidade preocupante: em até 50% dos casos, o primeiro sintoma da doença arterial coronariana é a morte súbita.

 

“O que estamos discutindo aqui não é futuro distante; é aquilo que precisa ser aplicado amanhã para evitar que pacientes estáveis evoluam para eventos fatais”, afirma Dr. Costantino Roberto Costantini, anfitrião do CardioInterv.

 

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A Medicina acontecendo na frente das câmeras

 

 

O grande diferencial desta edição é o foco em casos ao vivo, transmitidos diretamente dos centros de hemodinâmica com operadores brasileiros e internacionais. Técnicas complexas, como intervenções em oclusões totais crônicas (CTO), bifurcações, calcificações severas e valvopatias, serão demonstradas em tempo real — com análise simultânea de especialistas como Dr. Carlo Di Mario, Dr. Gary Mintz, Dr. Breno Falcão, Dr. Evandro Martins Filho e outros convidados de mais de dez países.

 

O primeiro dia traz uma abordagem rara no Brasil: a Recanalização Hidrodinâmica com Contraste (HDR), uma técnica emergente para aumentar a precisão em CTO, que será discutida e comparada a algoritmos híbridos de última geração.

 

“Intervenções em CTO evoluíram muito nos últimos 20 anos, mas estamos entrando agora em uma fase em que a precisão anatômica, a imagem de alta definição e a tomada de decisão conjunta vão mudar completamente o que entendemos como caso complexo”, explica Dr. Carlo Di Mario, autor da palestra “Mais de duas décadas de intervenções em CTO: minhas conclusões mais importantes”.

 

Quando a prevenção e a tecnologia se encontram

 

 

Além dos procedimentos ao vivo, o CardioInterv traz uma série de apresentações dedicadas ao diagnóstico precoce e ao papel da tecnologia na prevenção de eventos maiores. Dr. Márcio Sommer Bittencourt aborda o avanço da angiotomografia coronariana como pilar de detecção precoce, enquanto Dr. Gilson Soares Feitosa revisita lições do PREVENT IV e discute como evidências recentes mudam a postura frente ao risco residual. Em paralelo, sessões de imagem e fisiologia analisam IVUS, OCT, FFR, iFR e métodos híbridos para tomada de decisão — um dos temas mais presentes nas diretrizes internacionais recentes. “A imagem intravascular demorou 30 anos para sair da pesquisa e se tornar Classe IA. A pergunta é: estamos prontos para incorporar plenamente isso à rotina?”, questiona Dr. Di Mario, provocando reflexão entre intervencionistas.

 

Valvopatias, dispositivos e a nova fronteira da Medicina Estrutural

 

Fotos: Reprodução/Google

 

O congresso também destaca as terapias transcateter para válvulas mitral, tricúspide e aórtica. Sessões do RIO VALVES reúnem discussões sobre MTEER, TAVI e novas gerações de dispositivos, com participação de nomes como Dr. Eberhard Grube, que questiona o limite dos dispositivos atuais: “Por que precisamos de novas próteses para TAVI? O que falta para tratar pacientes mais jovens e perfis mais complexos?” Outro momento esperado é a apresentação do Dr. Ziyad M. Hijazi (online) sobre comunicação interatrial tipo seio venoso — condição que por décadas foi tratada exclusivamente com cirurgia, mas que agora encontra alternativas percutâneas.

 

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Um encontro de proporções globais

 

Além da forte presença científica, o CardioInterv celebra 25 anos ininterruptos de história com uma das maiores edições já realizadas: · 67 palestrantes nacionais e internacionais · 12 casos ao vivo · 29 palestras magistrais · 13 casos editados Especialistas de Itália, Alemanha, Estados Unidos, Espanha, Suíça, Argentina, Chile, Uruguai e outros países O evento também marca a cerimônia do Prêmio RSC-CardioInterv, que reconhece o melhor caso clínico do ano — um dos momentos mais tradicionais e celebrados da cardiologia intervencionista brasileira. Além disso, o Cardionterv se consagra como um dos maiores eventos da cardiologia mundial. 

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