18 de Abril de 2026

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Saúde da Mulher - 12/12/2025

Câncer de mama: novo medicamento pode controlar avanço de tumor agressivo

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Foto: Reprodução/Google

Terapia foi desenvolvida pela Pfizer e demonstrou uma redução de 35,9% no risco de progressão ou morte pela doença

Um novo medicamento, desenvolvido pela farmacêutica Pfizer, demonstrou uma redução de 35,9% no risco de avanço de câncer de mama ou morte pela doença. A descoberta foi publicada no Journal of Clinical Oncology e apresentada no 48º Simpósio de Câncer de Mama de San Antonio, no Texas, Estados Unidos.

 

Esse é um subtipo da doença caracterizado pela produção excessiva da proteína HER2, que acelera o crescimento das células tumorais e exige terapias específicas. Já o "metastático" se refere ao fato de o câncer ter se espalhado para outras regiões além da mama.

 

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No total, foram 654 pacientes incluídos no estudo, que foram divididos de forma aleatória para receber Tukysa em combinação com trastuzumabe e pertuzumabe ou placebo em combinação com trastuzumabe e pertuzumabe. Segundo o estudo, a estratégia com tucatinibe proporcionou meses adicionais de estabilidade da doença em comparação ao tratamento padrão isolado, com perfil de efeitos colaterais considerado administrável. A média de sobrevida livre de progressão (o tempo em que o paciente vive sem a doença piorar) foi de 24,9 meses entre aqueles que receberam Tukysa. Já para os pacientes que receberam placebo, essa média foi de 16,3 meses. Isso indica que o novo tratamento aumentou em 8,6 meses o tempo sem avanço do câncer de mama.

 

"A maioria das pacientes com câncer de mama metastático HER2+ enfrenta progressão da doença em até dois anos após o início do tratamento de primeira linha, necessitando frequentemente de transição para quimioterapia", afirma Erika Hamilton, principal pesquisadora do estudo e diretora de pesquisa em câncer de mama do Sarah Cannon Research Institute (SCRI), em comunicado.

 

"Esses resultados demonstram que a adição de tucatinib à terapia de manutenção de primeira linha prolonga o tempo em que as pacientes vivem sem progressão da doença, mantendo um perfil de segurança aceitável, sugerindo uma nova abordagem promissora que pode aprimorar o padrão atual de tratamento para a doença HER2+", completa. Para o oncologista Daniel Musse, que participa do simpósio e não esteve envolvido com o estudo, os resultados representam um avanço relevante no manejo da doença.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

"Os dados mostram que conseguimos prolongar o controle do tumor sem aumentar de forma significativa os efeitos colaterais. Esse é um ganho real para as pacientes, que passam a ter mais segurança e previsibilidade no tratamento", afirma. Musse destaca que, em tumores agressivos, avanços como esse têm impacto direto na rotina das pacientes. "Uma redução de 36% no risco de progressão significa mais tempo com a doença estável, o que se traduz em qualidade de vida, manutenção da rotina e possibilidade de planejamento", completa.

 

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O medicamento Tukysa ainda não está aprovado para tratamento de primeira linha do câncer de mama. Os resultados do estudo serão discutidos com as autoridades regulatórias, de acordo com a Pfizer. Atualmente, a terapia é aprovada em combinação com trastuzumabe e capecitabina para pacientes com câncer de mama metastático HER2+ em terceira linha.

 

Fonte: com informações CNN  

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