Especialista alerta para a importância do rastreamento a partir dos 45 anos e a adoção de hábitos saudáveis.
O câncer colorretal — que atinge o cólon e o reto — já ocupa a terceira posição entre os tipos de câncer mais frequentes em homens e mulheres no Amazonas. O alerta foi feito pelo médico Rogério Lima, da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecom).
A mobilização faz parte do “Março Azul-Marinho”, campanha dedicada à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico da doença.Segundo o especialista, o fator tempo é o maior aliado do paciente: quando descoberto precocemente, as chances de cura chegam a 95% nos primeiros cinco anos.
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O poder do rastreamento

Para garantir que a doença seja detectada antes mesmo de manifestar sintomas graves, as estratégias de rastreamento são fundamentais. Dr. Rogério Lima destaca que, ao completar 45 anos, o cidadão deve iniciar os exames de rotina, que incluem:– Pesquisa de sangue oculto nas fezes: um teste simples que pode indicar sinais de alerta. – Colonoscopia: exame que permite visualizar o intestino e identificar pólipos (pequenos crescimentos na parede do reto que podem evoluir para câncer). Se encontrados, esses pólipos podem ser removidos ou biopsiados.
Estilo de vida como prevenção
Embora fatores hereditários tenham influência, o estilo de vida moderno é um dos principais gatilhos para a doença. O especialista reforça que a mudança de hábitos é a barreira mais eficiente contra o câncer. “A prática de atividades físicas, o consumo de alimentos saudáveis, como frutas e verduras, e beber bastante água têm-se mostrado importantes para evitar o desenvolvimento de várias doenças, inclusive o câncer”, pontua o médico.
O que evitar:
– Consumo excessivo de carne vermelha e alimentos ultraprocessados.
– Ingestão excessiva de álcool e açúcar.
– Tabagismo.
Sinais de alerta e fatores de risco

Fotos: Reprodução/Google
A população deve ficar atenta a alterações persistentes no funcionamento do organismo. Os principais sintomas citados pelo médico incluem constipação, diarreia, dores abdominais, perda de peso sem motivo aparente e presença de sangue nas fezes. Além dos hábitos, pessoas com obesidade, histórico familiar de câncer de intestino ou doenças inflamatórias (como a doença de Crohn) possuem risco aumentado e devem ter acompanhamento médico rigoroso.
Cenário no Amazonas
Um dado que preocupa a comunidade médica é o crescimento da doença entre jovens adultos, um fenômeno recente que ainda está sob investigação científica, mas fortemente associado a fatores ambientais. De acordo com as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Amazonas deve registrar 380 novos casos de câncer colorretal por ano no triênio 2026-2028, distribuídos igualmente entre 190 homens e 190 mulheres.
Fonte: com infromações BNC
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