03 de Junho de 2026

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Eleições 2022 - 26/10/2022

Campanha de Bolsonaro apresenta novo relatório ao Ministro Alexandre de Moraes sem apresentar provas de acusação contra Lula

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Foto: Reprodução

O documento rebate a afirmação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, de que o conteúdo enviado antes seria ?apócrifo?.

A equipe do presidente Jair Bolsonaro, candidato do PL à reeleição, apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na ultima terça-feira, 25, um novo relatório sobre a denúncia de que emissoras de rádio estariam dando prioridade à propaganda de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas rádios, em detrimento do chefe do Executivo. O documento rebate a afirmação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, de que o conteúdo enviado antes seria “apócrifo”, mas não detalha as acusações feitas na véspera pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria.

 

O relatório elenca uma análise amostral que teria sido realizada na programação de oito emissoras de rádio da Bahia. O recorte aponta 730 inserções a mais para o candidato do PT entre os dias 7 e 14 de outubro.

 

Na noite de segunda-feira, 24, Fábio Faria disse à imprensa – chamada às pressas ao Palácio do Alvorada para a apresentação de um “fato grave” – que a auditoria contratada pela campanha de Bolsonaro havia apontado uma diferença de 154.085 inserções a mais para Lula, em rádios de todo o País.

 

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“Para que se aquilate a gravidade da irregularidade noticiada, a título exemplificativo, pôde-se comprovar, em pequena amostragem de oito rádios (nominalmente referidas), em apenas uma semana, significativa discrepância de 730 inserções, em desfavor da campanha do candidato peticionário”, alegou a equipe de Bolsonaro. “Na mesma operação, pôde-se verificar a existência de uma situação ainda mais inquietante, que não se resume simplesmente à diferença entre quantidade de inserções, mas sim de um excesso de veiculação em favor da coligação adversária, que diversas vezes extrapolou o limite de 25 inserções diárias.”

 

O comitê jurídico de Bolsonaro também afirmou, na resposta ao TSE, que os dados apresentados foram checados “sucessivas vezes” para “afastar qualquer impressão” de que a denúncia teria o objetivo de “gerar qualquer turbulência na lisura e no equilíbrio do processo eleitoral”.

 

No documento encaminhado a Alexandre de Moraes, os advogados de Bolsonaro tentam rebater a queixa do magistrado de que o relatório apresentado na última segunda não contou com as assinaturas de seus autores.

 

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Segundo o núcleo jurídico do presidente, embora a denúncia não estivesse “formalmente assinada”, constava a atribuição de autoria à empresa Audiency Brasil Tecnologia, que conduziu os estudos técnicos sobre a suposta prioridade dada a Lula nas inserções de rádio.

 

“O aludido documento, embora não formalmente assinado, pelo que se penitencia a Representante, foi, no entanto, (...) identificado como de autoria da empresa Audiency Brasil Tecnologia, tendo sido apresentado, em todas as páginas do documento, o nome e CNPJ da empresa assim informados: “Relatório gerado por Audiency Brasil Tecnologia – CNPJ: 37.979.367/0001-09?, diz a manifestação.

 

Inconsistência

 

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Fotos: Reprodução


Logo após a apresentação do documento pela equipe de Bolsonaro, Moraes classificou as denúncias como inconsistentes e exigiu a apresentação de provas. O presidente do TSE advertiu, ainda, que a campanha pode responder por crime eleitoral se não apresentar as provas do que diz. Nesta terça-feira, 25, os advogados do presidente afirmaram que o relatório entregue na noite de segunda foi apenas “parcial” porque ainda se encontrava em fase de finalização.

 

“A Coligação e seu candidato, longe de realizarem alegações vazias, circunscritas a meras denúncias e crivo de legalidade próprio, à moda de veiculação de fato político em via inadequada, considerando a existência de cerca de 5.000 (cinco mil) rádios no Brasil, fizeram acompanhar à petição apresentada um estudo técnico parcial, porque àquela altura ainda não encerradas as compilações em todas as regiões do país”, escreveram os advogados de Bolsonaro.

 

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Alexandre de Moraes também havia determinado a apresentação da metodologia utilizada. Os advogados de Bolsonaro reproduziram parte da explicação da empresa. A tecnologia apontada foi a de um algoritmo que captura o áudio das rádios em tempo real e compara a programação com arquivos previamente inseridos em um banco de dados. Por esse sistema seria possível constatar quando e quantas vezes as inserções de Bolsonaro e de Lula foram reproduzidas em milhares de rádios.

 

Fonte: Com informações do Portal Estadão

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