Os participantes foram divididos em dois grupos: um que recebeu orientações de um fisioterapeuta durante seis meses, para estabelecer um programa individualizado e progressivo de caminhada
A dor lombar crônica é a queixa mais comum nos consultórios de ortopedia: estima-se que oito em cada 10 pessoas terão no mínimo um episódio pelo menos uma vez na vida. Diante de uma escassez de tratamentos eficazes e da dependência contínua de acompanhamento e cuidados de saúde, a busca por intervenções preventivas é crescente. Agora, um novo estudo publicado na revista científica The Lancet aponta que caminhar regularmente 30 minutos por dia, cinco vezes na semana, é uma boa forma de evitar o problema.
Intitulada WalkBack (caminhar de volta, em tradução livre), a pesquisa foi realizada por cientistas das universidades Macquarie e de Sydney, ambas na Austrália. Para chegar aos resultados, os pesquisadores avaliaram 701 adultos (idade média de 54 anos) que haviam se recuperado recentemente de um episódio de dor lombar baixa a mais comum que existe, aquela dor na parte de baixo da coluna, entre a última costela e a região glútea. Eles relataram muitos episódios anteriores de dor nas costas (de 30 a 36 por participante), sugerindo que tinham dor lombar crônica, definida como aquela que persiste ou recorre por mais de três meses.
Os participantes foram divididos em dois grupos: um que recebeu orientações de um fisioterapeuta durante seis meses, para estabelecer um programa individualizado e progressivo de caminhada, que fosse adequado às necessidades e preferências de cada um. O outro grupo era controle, ou seja, não recebeu orientações profissionais nem tratamento preventivo — o que reflete a maioria dos casos de pessoas com dor lombar.
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Foto: Reprodução/Google
Entre os participantes com orientação, foram feitas seis sessões com um fisioterapeuta, que monitorava o progresso e ajudava na solução de possíveis barreiras com o programa de caminhada. O objetivo era auxiliar as pessoas para uma melhor compreensão da dor e reduzir o medo associado à prática de exercícios físicos. Por isso, a ideia dos pesquisadores era que o programa fosse gerenciável: a meta era caminhar 30 minutos por dia, pelo menos cinco vezes na semana, durante seis meses.
Os participantes foram monitorados mensalmente, por até três anos, a depender da data que ingressaram na pesquisa, e foram estimulados a continuar a caminhada mesmo após o término do programa. Nesse período, os pesquisadores coletaram informações sobre novas recorrências de dor lombar, incluindo casos de afastamento do trabalho e uso dos serviços de saúde.
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Ao final da análise, os resultados mostraram que o grupo que aderiu ao programa de caminhada demorou, em média, 208 dias para ter uma nova recorrência da dor. Por outro lado, os voluntários do grupo controle tiveram um novo episódio de dor em uma média de 112 dias depois – praticamente metade do tempo.
Fonte: com informações da Revista IstoÉ
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