Ex-presidente Jair Bolsonaro começa a ser julgado nesta terça-feira por participação em plano golpista após derrota das eleições de 2022
O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que investiga a participação no plano de golpe de Estado não deve alterar a rotina de familiares do capitão reformado. Enquanto Bolsonaro acompanhará cada detalhe de sua casa, onde está em prisão domiciliar, os filhos e a esposa devem manter suas rotinas pelo menos no primeiro dia de sessão.
Bolsonaro será julgado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir desta terça-feira, 2, com previsão de sentença para o dia 12 de setembro. O ex-presidente é acusado de envolvimento em ao menos quatro crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra patrimônio da União. De acordo com fontes e com as assessorias, os familiares devem cumprir normalmente suas agendas pelo menos o fim da primeira semana de julgamento. Ainda não há a confirmação se algum deles irá ao STF para acompanhar a sessão.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, participará de uma audiência na Comissão de Segurança Pública do Senado no mesmo horário do começo do julgamento na Primeira Turma. Presidente do colegiado, o ’02’ deverá ouvir Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tagliaferro está na Itália e é alvo de um pedido de extradição após ser denunciado por vazar mensagens sigilosas da Corte eleitoral, além de obstruir as investigações dos atos antidemocráticos.
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Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é o único filho do ex-presidente que não vai acompanhar o julgamento do Brasil. O deputado federal está autoexilado nos Estados Unidos desde março para articular medidas contra Moraes e os demais ministros da Suprema Corte. Ele é investigado no inquérito que apura a coação no curso do processo que tem seu pai como réu – mesma diligência que provocou a prisão domiciliar de Bolsonaro.
Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não definiu de onde acompanará o julgamento. A ISTOÉ tentou contato com os outros dois filhos do ex-presidente, os vereadores Carlos Bolsonaro (Rio de Janeiro) e Jair Renan (Balneário Camboriú), mas não obteve sucesso. Caso respondam, a reportagem será atualizada. Entretanto, uma fonte próxima à família afirma que ambos devem acompanhar o andamento do júri de suas respectivas cidades.
Como será o julgamento
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O julgamento está previsto para começar no dia 2 de setembro, terça-feira, às 9h. A abertura da sessão será feita pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, que passará a palavra ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, para a leitura do relatório. Na sequência, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, terá duas horas para apresentar a acusação contra os oito réus no processo. As defesas terão um hora para apresentar suas alegações.

Fotos: Reprodução/Google
O advogado de Mauro Cid, Cezar Bittencourt, será o primeiro a apresentar a defesa. Em seguida, os demais réus devem apresentar suas sustentações em ordem alfabética. Bolsonaro deve ser o sexto a se manifestar.Após esse processo, Alexandre de Moraes dará seu veredito, seguido pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux. O presidente da Turma, Cristiano Zanin, será o último a votar.
A expectativa nos bastidores é que o julgamento termine em 4 a 1 ou 5 a 0 pela condenação de Bolsonaro e seus aliados. A incógnita é o voto de Fux, considerado um revisor das decisões de Moraes.
Fonte: com informações Revista IstoÉ
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