Políticas públicas, mudanças nas estruturas familiares podem influenciar políticas sobre habitação, previdência, saúde e apoio social.
Dados divulgados com base em pesquisas e análises do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o número de brasileiros que vivem sem um companheiro — ou que se declaram solteiros — já ultrapassa 81 milhões de pessoas, superando a quantidade de casados (cerca de 63 milhões) no país.
Os 81 milhões de solteiros não significam apenas pessoas sem casamento formal. Essa categoria inclui:
• pessoas que nunca se casaram;
• pessoas que moram sozinhas (domicílios unipessoais);
• divorciados ou viúvos que não vivem com outro parceiro.
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O Censo Demográfico 2022 mostra também que o número de unidades domiciliares com apenas uma pessoa morando sozinho chegou a cerca de 13,6 milhões, representando quase um quinto de todos os lares brasileiros — um crescimento expressivo em relação a 2010.
Os números revelam tendências importantes na sociedade brasileira:
Redução do casamento formal. Dados do IBGE mostram que a participação de casais que se casam formalmente tem diminuído ao longo dos anos. Em 2023, por exemplo, o total de casamentos civis foi menor do que em anos anteriores.
Aumento das uniões consensuais e novas formas de convívio

Pesquisas do próprio IBGE apontam que a união consensual (morar junto sem casamento formal) tornou-se uma forma mais comum de relacionamento do que o casamento tradicional em muitos casos.
Mudanças no formato das famílias
O Censo 2022 indica que menos de metade das famílias brasileiras são formadas por casais com filhos, uma marca histórica.
Por que o número de solteiros está crescendo?
Especialistas e análises apontam vários fatores:
• Valorização da independência: para muitos, viver sozinho ou postergar o casamento pode significar foco em carreira, educação e autonomia financeira.
• Mudanças culturais: expectativas sociais sobre casamento e família estão mudando, com maior aceitação de outros formatos de vida afetiva.
• Fatores econômicos: insegurança financeira e custos associados à formação de uma família tradicional influenciam decisões de relacionamento.
• Tendência global: projeções internacionais mostram que o número de pessoas solteiras deve continuar a crescer em muitos países nas próximas décadas.
Impactos na sociedade

Fotos: Reprodução/Google
Crescimento da demanda por imóveis menores e adaptados a uma pessoa ou casal sem filhos. Consumo e marketing, empresas adaptam ofertas para atender perfis de consumidores solteiros com diferentes prioridades. Políticas públicas, mudanças nas estruturas familiares podem influenciar políticas sobre habitação, previdência, saúde e apoio social.
Fontes:
IBGE – Pesquisa sobre famílias e domicílios (Censo 2022)
https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/en/agencia-news/44970-2022-census-for-the-first-time-less-than-half-of-the-families-in-brazil-are-composed-of-couples-with-children
IBGE – Informações gerais sobre o Censo Demográfico 2022 https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/22827-censo-demografico-2022.html
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