O DF apresentou aumento de 205% nos casos em relação ao mesmo período de 2022 e foi a UF que registrou o maior crescimento proporcional
O Brasil registrou, no primeiro semestre deste ano, o maior número de feminicídios desde 2019. Foram 722 casos entre janeiro e junho de 2023, 2,6% maior do que as 704 ocorrências do crime no primeiro semestre de 2022. Os dados são de um levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) obtido pela GloboNews.
Até o fechamento desta publicação, o DF tem a triste marca de mais de 38 feminicídios. O Correio entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal para comentar o dado, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para eventual manifestação.
Além do DF, outras 13 UFs registraram aumento dos feminicídios. Doze tiveram queda e apenas uma Unidade de Federação se manteve estável, a Paraíba registrou 17 casos no primeiro semestre de 2022 e de 2023. O feminicídio foi tipificado em março de 2015, por meio da Lei nº 13.104/15, e determinou penalidades mais graves para os homicídios que envolvam “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher”.
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Foto: Reprodução Google
A região Sudeste foi a única do país a ter um aumento nos casos no primeiro semestre: os feminicidios cresceram de 235 para 273 casos na soma entre Espírito Santo (ES), Minas Gerais (MG), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), uma alta de 16,2% em relação ao mesmo período de 2022.
Entre os estados da região, São Paulo foi o que apresentou a maior taxa de crescimento, de 33,7%, um aumento de 83 para 111 casos. Espírito Santo (alta de 20%) e Minas Gerais (11%) também motivaram a alta no Sudeste. O Rio de Janeiro foi o único da região que registrou queda nesse tipo de homicídio.
As outras quatro regiões registraram diminuição nos casos: Nordeste (-5,6%) e o Norte (-2,8%) foram as que mais tiveram queda nos casos.
Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense
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