30 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Meio Ambiente - 18/06/2025

Brasil é o segundo país que mais mata defensores da terra, aponta pesquisa

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

De acordo com o novo Índice de Democracia Ambiental (IDA), Roraima teve a pior nota geral, com 20,8 pontos de 100; os nove Estados da Amazônia Legal tiveram média de 34,5 pontos

Um índice divulgado pelo Instituto Centro de Vida (ICV) e pela Transparência Internacional - Brasil, na segunda-feira, 16, reconheceu o Brasil como o segundo país que mais mata defensores da terra e do meio ambiente.

 

Segundo o novo Índice de Democracia Ambiental (IDA), os nove Estados da Amazônia Legal oferecem baixos níveis de acesso à Justiça (nota 53 de um total de 100), acesso à informação (41,7), acesso à participação (31,7) e ainda mais baixos de proteção aos defensores ambientais (somente 11,8 numa escala de 0 a 100). A média foi de apenas 34,5 pontos.

 

Os dados indicam que nenhum desses estados alcançou a classificação de "bom" no IDA. Roraima teve a pior nota geral, com 20,8 pontos; seguido por Acre (26,5), Tocantins (30); Amapá (31); Rondônia (32,1); Amazonas (37,8); Maranhão (39,8); Pará (44,6) e Mato Grosso (48,3). O governo federal e outros órgãos da União também foram avaliados, com a nota final de 64,8 pontos e uma boa classificação.

 

Veja também

 

Nove Estados do Brasil registraram mais de 41 mil crimes ambientais

Inverno deve ser mais quente do que a média na maior parte do País

 

Pior nota no IDA

 

 

A pior avaliação no IDA, geral e individual de cada estado brasileiro, foi no critério de proteção aos defensores e às defensoras ambientais.

 

O fator que contribui para esse resultado, é o fato de que Pará, Mato Grosso e o Maranhão, possuem programas próprios de proteção de defensores de direitos humanos, comunicadores e ambientalistas, o que demonstra um baixo comprometimento com o tema.

 

Outro contribuinte, é a falta de canais de denúncia de violação de direitos humanos, de protocolos que orientem a atuação policial nestes casos e de capacitação dos agentes.

 

Melhor desempenho

 

 

O melhor desempenho médio dos Estados e da União foi em acesso à Justiça. O estudo avalia a existência ou não — no Poder Judiciário, na Defensoria Pública e no Ministério Público — de estruturas especializadas em questões ambientais, fundiárias e de povos indígenas e comunidades tradicionais.

 

"Quando o acesso à Justiça, à informação e à participação é limitado ou até mesmo negado, defensores ambientais ficam ainda mais expostos à violência. Não existe proteção efetiva sem garantir que a sociedade possa fiscalizar, denunciar e participar das decisões que impactam diretamente o meio ambiente", afirma Marcondes Coelho, coordenador do Programa Transparência e Justiça Climática do Instituto Centro de Vida.

 

A Transparência Internacional - Brasil e o ICV alertam para a adoção das seguintes medidas:

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

- Fortalecimento dos programas de proteção a defensores e defensoras ambientais
- Disponibilização de informações ambientais essenciais
- Criação e reforço de estruturas especializadas
- Aprimoramento de instrumentos de participação social
- Ratificação Acordo de Escazú

 

Fonte: com informações do Portal CNN Brasil 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.